Mostrar mensagens com a etiqueta Arroz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arroz. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tia Rosa (Melides)

Viagens para Norte ou Sul de Portugal são, para mim, sempre desculpas perfeitas para conhecer restaurantes a meio caminho. São viagens longas e que "obrigam" quase sempre a uma ou outra paragem, portanto porque não fazer pequenos desvios e ir conhecer aqueles restaurantes que, noutros casos, não teríamos uma oportunidade tão fácil?
Foi numa dessas viagens, para a fantástica cidade de Tavira, que resolvi fazer mais um desses desvios. Habitualmente, o ponto de paragem obrigatório é O Cruzamento (já falei sobre ele aqui), em Grândola, mas desta vez queria algo diferente. A fama da Tia Rosa em Melides é mais que muita e não é assim tão longe de Grândola... Porque não?
Entro cedo num restaurante bastante vazio mas isso não me intimida. A zona não é propriamente famosa pelo seu turismo nos meses de Inverno e o restaurante é algo remoto dos locais mais habitados da zona. Desde que a comida valha o desvio e corresponda às altas expectativas que tinha criado, nada mais importa.
As hostilidades começam com um Prato de Enchidos de Porco Preto. Estive entre esta entrada e a Alheira Assada no Forno (e o serviço não ajudou muito na decisão) por isso fui por aquele que me parecia mais adequado a uma pessoa. E lá chega o pratinho com rodelas de chouriço, chouriço de sangue e farinheira... enrolado em plástico. Daquelas técnicas de conservação de snack bar, mostrando claramente que aquele prato estava cortado e preparado há algum tempo. Porque cortar enchidos na hora é uma tarefa hercúlea. A qualidade dos mesmos não era má mas também não me excitaram as papilas gustativas por aí além.


Mas aqui a atracção principal era o Pato Assado no Forno com Arroz de Miúdos, o prato que move multidões e é alvo de peregrinações! Ok, se calhar é um pouco exagerado a parte das peregrinações mas a verdade é que é a especialidade da casa e aquele de que toda a gente fala e que dizem ser obrigatório. Estão a imaginar a expectativa com que entrei no restaurante, certo? Sentei-me estrategicamente para ter uma visão para a cozinha e conseguir observando os passos que levariam o meu prato a chegar à mesa e foi aí que começou a desilusão. Começo por ver a travessa do pato a ser aquecida num microondas e depois colocada no forno. Pelo caminho, vejo verterem um pouco de óleo também para lá.
Resultado final, quando o prato chega à mesa já estou meio desconfiado, mas tento afastar os preconceitos da minha mente. A pele é logo a primeira coisa a ser atacada e, para minha felicidade, revela-se estaladiça e saborosa. A carne já não tanto, estando o peito do pato algo seco mas todos conhecemos a dificuldade de cozinhar uma ave inteira, visto ter tão diferentes pontos de cozedura. Melhor a carne da asa, que chego a roer com as mãos. O problema está no fundo do prato com uma altura de gordura algo desnecessária e que em nada acrescenta a nível de sabor. Ainda tentei verter um pouco sobre o pato mas não adicionou nada de positivo, apenas tornou o prato desnecessariamente mais pesado. Talvez tenha adicionado às batatas que nela cozinharam mas quando as colocava no prato tentava levar o mínimo de óleo possível.


O Arroz de Miúdos era também alvo de grande expectativa. Adoro miudezas de aves, seja na canja, no arroz ou simplesmente estufados! Mas este arroz também não esteve à altura. Cozinhado em demasia, apresentando-se já um pouco empapado, a necessitar de mais sal e com aquela camada de ovo em cima que é dispensável, ainda que a nível visual seja apelativa. Se fosse uma leve pincelada percebia que ajudasse a dar cor no forno ainda passava, mas é demasiado e acaba por ser arroz com ovos mexidos por cima.


Salvou-se a honra da casa com a sobremesa. Umas belíssimas Farófias, feitas no forno, fantásticas nas suas texturas e com um doce de ovo que não era demasiado doce. Faria um desvio por estas farófias mas não pelo pato!


Não é que tenha sido uma má refeição, muito pelo contrário. Saio desiludido porque tinha as expectativas num patamar demasiado elevado. Já falei várias vezes sobre o quão perigosas são e aqui foi mais um caso em que só saio algo desanimado porque esperava muito melhor. Não me levem a mal os fãs daquele pato assado, pois acho o prato interessante e se tivesse na zona não teria problemas em lá voltar, mas não me convencem a fazer outro desvio propositado por ele. Já por aquelas farófias...

Tia Rosa
Melides, Portugal
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 19 de Janeiro 2018

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tascö (Porto)

Do pouco tempo que andei pelo Porto, este pareceu-me ser um dos restaurantes mais requisitados da cidade, tanto que só à terceira tentativa lá consegui fazer uma refeição. Mesmo aos dias de semana a reserva é mais do que obrigatória.
Fui a um domingo, bastante cedo, e mesmo assim liguei antes para confirmar que à terceira era de vez. Ok, liguei também porque queria lá ir com um objectivo muito específico, as Tripas à Moda do Porto. A ementa do Tascö divide-se em pratos típicos portugueses, muitos deles mais virados para o conceito de partilha do que prato individual, mas nenhum desses me apelava muito ao espírito. Excepto uma pequena secção intitulada "Amor de Mãe", que me leva a pensar em comida caseira de conforto, e que continha as Tripas e Arroz de Cabidela, juntamente com uma pequena descrição que reforçava o amor com que estes pratos específicos são feitos pela "mãe" deles.
Este conceito da "mãe" e do amor que colocam nos pratos foi-me também explicado mal cheguei ao restaurante. O serviço foi sempre bastante atencioso e disponível, explicando o restaurante, a ementa e de uma simpatia e à vontade fantásticos. Rapidamente me senti em casa, o que elevou a minha expectativa da tal "comida caseira".
Apesar de dispensar as entradas, pois esperava-me um prato mais pesado, não quis passar o Couvert ao lado, pois foi-me prontamente avisado que iria demorar um pouco pois é feito na hora, mas que valeria a pena (algo que também está descrito na ementa)! Pão simpático, boas azeitonas e excelentes manteigas (não me recordo de quê) lá foram entretendo o meu apetite enquanto aguardava o acto principal.



Lembram-se de eu ter telefonado porque ia fisgado numas Tripas? Bem, disseram-me logo que não havia mas sou um fã de Arroz de Cabidela e estava com muita vontade de comer algo que me soasse a caseiro, por isso encaixava nos meus apetites. E a espera, valeu a pena? Sim, sem dúvida! O primeiro factor a impressionar é a quantidade de recheio que o tacho que chega à mesa carrega. Isso mesmo, o tacho! Estamos num tasco, lembram-se? Por muito moderno que possa ser, não deixa de fazer sentido. Não foi a melhor cabidela que já comi, pois gosto delas mais puxadas no vinagre, e o rácio galinha-arroz podia ser mais equilibrado (ainda que para mim isto não seja problema porque é do arroz que gosto mais) mas de resto tudo estava impecável! O ponto de cozedura do arroz, a sua cremosidade, a suculência do frango, tudo!



Estava já algo cheio, pois fiz questão de encher o prato três vezes (!!), mas queria terminar a refeição com algo doce, ainda que não excessivamente. Alguma indecisão, misturada com alguns risos à mistura quando li o "Vigésimo Oitavo Melhor Bolo de Chocolate do Mundo".  Adorei a ironia imposta na decisão do nome quando toda a gente proclama ter o melhor... Mas, seguindo o conselho de quem me atendeu, embarquei no Poço de Caramelo com Noz, tendo-me sido vendido como algo moderadamente doce. Infelizmente foi exactamente neste ponto que falhou. Achei-o bastante doce mesmo com a noz para ir cortando um pouco. Excelente para pessoas adeptas de comer leite condensado às colheres ou aquelas babas de camelo mais fortes.



Saí do Tascö com vontade de voltar. Não foi perfeito mas teve muitos pormenores de qualidade e acredito que se repetiriam noutros pratos. Ou, pelo menos nas Tripas, que da próxima vez não me escaparão!

Tascö
Porto, Portugal
Tascö Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 10 de Setembro 2017

domingo, 15 de outubro de 2017

Tasquinha do Lagarto (Campolide)

A ausência foi longa, visto que o último post foi lançado no dia 29 de Agosto, mas muitas coisas aconteceram na minha vida que me forçaram a algumas mudanças imprevistas. Isto, logicamente, teve um impacto negativo no meu ritmo de escrita e, por isso, vos peço desculpa pela paragem. Ainda estou a tentar encontrar um ritmo que se encaixe nas alterações que surgiram na minha vida pessoal e profissional, e não sei quanto tempo demorarei até vos pôr a par de tudo o que visitei nestes últimos meses (e ainda vos estou a dever alguns locais de 2016!).
Como tal, para que tente voltar à regularidade nos posts tentarei reduzir bastante o tamanho dos textos, focando-me principalmente nos pontos centrais e mais marcantes de cada local.
Para vos voltar a entusiasmar, depois deste hiato, trago-vos uma das tascas mais típicas de Lisboa, e onde melhor se come! Ali para os lados de Campolide, a Tasquinha do Lagarto distribui cartas na restauração lisboeta desde que me lembro de começar a ter esta paixão pela restauração.
Num almoço semanal tive a oportunidade de provar umas boas Pataniscas de Bacalhau, ainda que um pouco oleosas mas de bom e saboroso recheio, e com uma textura leve e fofa.



Excelente o Entrecosto no Forno, com a carne a soltar-se facilmente do osso numa junção de sabores fortes mas equilibrados.



Acompanhou tudo com um fantástico Arroz de Feijão, dos melhores que se pode comer na cidade de Lisboa!



Para uma próxima visita, não me escapará o Arroz de Garoupa, apenas disponível às 6ªs e sábados pelo que sei. O espaço não é muito grande e a afluência de pessoas é enorme por isso aconselho a visita com reserva feita!

Tasquinha do Lagarto
Lisboa, Portugal
Tasquinha do Lagarto Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 1 de Agosto de 2017

domingo, 20 de agosto de 2017

Mequinhos (Aldeia do Meco)

Numa peregrinação veranil para zonas balneares, passei pela Aldeia do Meco petiscar qualquer coisa ao almoço. Tenho algumas coisas referenciadas para esta zona mas a escolha acabou por recair no Mequinhos, que apresenta um conceito de partilha de latas. Isso mesmo, latas. Ok, o conceito das latas não é mais do que apresentar petiscos com uma "lavagem" diferente mas não deixa de ser engraçado a forma como são apresentadas. Existe ainda alguma variedade de marisco fresco mas os nossos apetites nesse dia não nos levaram para esses caminhos.
Com uma sala bastante vazia, mas era um almoço de Agosto por isso acredito que estivesse quase tudo na praia, o serviço foi rápido mas a roçar o limite inferior da cordialidade e da simpatia. Se percebo isso quando uma casa está cheia e há muito para fazer, não o entendo tão bem com uma casa quase vazia.
Podemos pedir até 6 latas, com petiscos diferentes, em conjunto com uma escolha de 3 acompanhamentos. Existem já algumas combinações sugeridas, onde se pode trocar 1 lata e 1 acompanhamento, levando um ajuste ao preço conforme a troca. O serviço não ajudou a clarificar se podíamos compor nós as combinações ignorando completamente as sugestões por isso optámos por escolher 3 latas, e fazendo algumas trocas.
Começando pelo mais fraco, os acompanhamentos, optámos por um arroz de coentros simpático, umas boas batatas fritas e uns sofríveis cogumelos de lata! Não percebo a opção dos restaurantes em usar cogumelos de lata, com a facilidade que há em arranjar bons cogumelos frescos e que são incomparavelmente melhores no seu sabor. É um atalho preguiçoso que faz cada vez menos sentido e mostra uma falta de interesse grave.


Vá lá que as latas (3 latas chegam para 2 pessoas) em si são bastante decentes e acabaram por salvar a refeição. O Pastelão Verde (ovos mexidos com farinheira e legumes) apresentou-se saboroso, surpreendendo pela positiva apesar do aspecto desleixado, as Gambas ao Alho estavam muito boas, com o molho apurado e guloso e o Choco Frito estava bem frito mas não deslumbrou pois poderia estar melhor temperado.
O restaurante não é fantástico, o conceito não é novo (ainda que mascarado com latas), os preços são um pouco mais elevados do que acho justo e o serviço deixa algo a desejar no campo da simpatia, mas o Mequinhos não é uma má opção para quem sai da praia e quer petiscar algo naquela zona. Só é pena os cogumelos de lata...

Mequinhos
Aldeia do Meco, Portugal
Mequinhos Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 13 de Agosto 2016

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Envalira (Barcelona)

Nem todas as refeições em Barcelona poderiam ser tapas. Quer dizer, poder até podiam mas a verdade é que crescia em mim uma vontade de experimentar alguns dos afamados arrozes que por lá se fazem. Ainda que a tradição das paellas seja atribuída à zona de Valência, um pouco por toda a costa da Catalunha se fazem diversos arrozes como pratos regionais. Em Barcelona, os arrozes são mais facilmente encontrados na zona de Barceloneta, mais junto ao mar, porque era um prato típico dos pescadores aí residentes. Nas zonas mais interiores de Barcelona é mais difícil encontrar mas há um restaurante que aparece na maior parte das listagens dos melhores pratos de arroz em Barcelona.
Situado no bairro de Gràcia, na movimentada e vivida Praça del Sol, este restaurante tem a sua ementa virada para a comida espanhola, mas onde é sobejamente conhecido é pelos seus arrozes. Uma breve palavra para o movimento e vida que a Praça del Sol demonstrava nas primeiras horas da noite, com muita gente, sentada não só em esplanadas como em escadas ou no meio do chão, a conviver à volta de um copo ou um petisco.
Chegámos cedo e, como tal, ainda tivemos que fazer algum tempo até que o restaurante abrisse. Em Espanha janta-se um pouco mais tarde que em Portugal, e por isso é natural que alguns restaurantes só abram perto das 21 horas. O problema aqui foi a porta da rua do restaurante, que se encontra constantemente fechada, dando ares de quem se encontra fechado. É pouco convidativo a entrar, daí não termos visto muitas pessoas a frequentar o restaurante nessa noite, mas depois de lá estarmos dentro (o que demorou cerca de 10 ou 15 minutos enquanto tentávamos perceber se já se encontraria aberto ou não) percebemos que a porta se mantém fechada para preservar o ambiente calmo e tranquilo do restaurante. Cada vez que a porta se abria ouvia-se o rebuliço vivo da rua e respectiva dose de decibéis demasiado elevada. A sério, é mesmo muito elevada, como comprovava um estudo que se encontrava nesse dia no meio da Praça del Sol!
Começámos com o típico e tradicional Pão com Tomate! Já estão fartos de me ouvir falar de pão com tomate não é? Prometo que é o último, visto esta ter sido a minha última refeição em Barcelona. Aqui, um exemplar decente mas nada de fantástico. A forma como a baguete foi cortada não ajuda na forma como se come...


Apesar deste tipo de pratos se fazer acompanhar normalmente de proteínas marítimas, na Time Out Barcelona (aqui) mencionavam o Arroz à Milanesa do Envalira. De espanhol tem pouco mas de bom tem muito! Um arroz perfeitamente cozinhado, seco mas ainda com alguma goma e muito sabor! Pequenos pedaços de frango e de bacon iam populando o prato e o queijo derretido revelou-se um excelente acrescento. A nível de sabor não me soube a Espanha mas antes a Itália, lembrando um bom risotto, mas a verdade é que não desiludiu.


O que conseguiu surpreender foi o Arroz à Marinera. O ponto do arroz impecável mas o que aqui fazia a diferença era o caldo onde o arroz tinha sido cozinhado. Tudo ali sabia a mar! As doses aqui são adequadas para uma pessoa mas podiam ter um recheio mais uniforme. Havia no prato 1 lagostim, meia dúzia de bivalves (penso que amêijoas mas não me recordo bem) e algum choco e peixe (que parecia tamboril). Mas o que fez toda a diferença foi o caldo. E se estamos a falar de um prato de arroz, o destaque estava (e bem) no arroz!


Para nos despedirmos de Barcelona, decidimos comer Crema Catalana uma última vez. Excelente exemplar, com todas as texturas certas. Creme muito bom e nada grumoso e uma carapaça estaladiça perfeita, numa dose bastante grande que dá perfeitamente para dividir.


Foi um final muito bom para uma refeição que me encheu as medidas. Procurava este tipo de comida e sabe-nos sempre bem quando encontramos o que procuramos.

Envalira
Plaça del Sol, 13
Barcelona, Espanha
Foodspotting
Facebook
Site
Preço Médio: < 30 €
Data da Visita: 22 de Junho 2017

domingo, 4 de junho de 2017

Miquipal (Parede)

Não tenho uma relação fácil com a Marisqueira Miquipal. Para os residentes da zona da Parede, é um restaurante que parece ter uma posição bem estabelecida, estando assim habitualmente com bastantes pessoas. É daquelas marisqueiras à antiga, com uma ementa voltada para os produtos do mar e depois alguns pratos de carne à volta de bifes ou grelhados. Nada contra esta fórmula clássica. 
A minha relação é complicada principalmente pela qualidade da comida que acho ser perfeitamente medíocre. Nas 2 visitas recentes (sendo que apenas tenho registo fotográfico da última) não houve nada que tivesse experimentado que se destacasse de forma positiva. Para ajudar, na última visita, o serviço foi muito lento, apesar de ver os empregados a correr de um lado para o outro, mas quase sempre com um ar desorientado.
Na primeira visita experimentei um Linguado Grelhado, de tamanho consideravelmente grande mas sem grande piada, mesmo quando adicionado molho de manteiga. Provei ainda as Lulas Grelhadas, onde a porção era incomparavelmente mais pequena, com 3 pequenas lulas no prato. Não é que seja pouco, mas a dimensão da porção, quando comparada com o peixe grelhado, era muito desproporcional. Algo que se repetiu na visita mais recente, onde os Filetes de Garoupa com Arroz de Tomate representavam uma dose algo pequena quando comparado com o Peixe Espada Grelhado da pessoa ao meu lado. E a qualidade dos filetes era fraquinha com o peixe a apresentar pouco tempero, algo que também aconteceu com o empapado arroz que os acompanhava.



A sobremesa não esteve melhor, com um Cheesecake denso e onde nenhuma das camadas se destacava pela positiva. Uma bolacha esfarelada e sem textura, um creme denso ainda que de simpático sabor e um topping que mais parecia gelatina e sem acidez suficiente para quebrar a doçura do creme.



De todas as vezes que estive no Miquipal saí sem perceber o fascínio. Nada do que já lá experimentei sobressai. Mas posso ter tido azar porque, pela quantidade de gente que frequenta o restaurante, acho estranho sair lá sempre com um sentimento de desencanto.

Miquipal
Parede, Portugal
Marisqueira Miquipal Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 30 €
Data da Visita: 7 de Maio 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Alta Roda (São Domingos de Rana)

Gosto de tascas! Gosto de casas simples, de comida caseira e do serviço familiar que a maior parte tem e que caracteriza as boas tascas! Não é só pelos preços baratos que as pessoas vão a tascas. É também pelo sentimento de proximidade e autenticidade que emitem mal lá entramos. Mesmo que o serviço seja algo demorado, que a comida não seja exactamente perfeita ou que o espaço não seja muito acolhedor, sentimo-nos perto de casa, sentimo-nos bem!
O Alta Roda é um pouco isto. Uma casa simples, com um espaço que não pode ser considerado exactamente acolhedor, um serviço lento mas onde a comida é boa (não excelente ou perfeita) e caseira!
Bom Cozido à Portuguesa, disponível à 5ª feira (se não me engano), com uma boa variedade de carnes, um bom arroz cozido com a água dos enchidos e uma dose que dá para 3!


Bastante bom, e bem servido, também estava o Arroz de Polvo! Caldoso qb, com muito sabor, e com o molusco a revelar alguma resistência aos dentes mas nada de preocupante. A única coisa que faltava para ficar no ponto certo foi o picante caseiro que pedi à parte e que tornou tudo muito melhor.


Uma casa que faz as coisas bem, pela certa e a um preço justo, sem andar com rodeios ou tentar inventar a roda.

Alta Roda
São Domingos de Rana, Portugal
Alta Roda Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 28 de Abril 2016

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Adega do Silva (Benfica)

Normalmente a primeira coisa que faço quando escrevo um post é fazer aquelas linhas de informações que estão no final do texto. Quando cheguei à parte do preço médio não soube bem o que pôr porque, honestamente, quando lá vou é ao almoço e a refeição acaba por ficar à volta de 10€ com tudo incluído, mas não sei se é por ir com colegas da empresa que vão lá com grande regularidade ou se é assim para todos.
A verdade é que a nível de locais para almoçar junto às Torres de Lisboa, este Adega do Silva é dos que, até agora, me apresentou melhor relação qualidade-preço, visto incluir entradinhas (normalmente pão, azeitonas, chamuças e rissóis), prato principal escolhido da lista do dia (e servido em dose generosa), bebida e café. E pelos pratos que já lá experimentei...
O Arroz de Cabidela é de uma qualidade pouco abaixo da que experimentei no Stop do Bairro. Arroz bem cozinhado, carne macia e uma conjugação saborosa e ligeiramente avinagrada, como é requisito mínimo.



Impressionou-me verdadeiramente foi o Arroz de Pato, sendo dos melhores que já experimentei. Arroz solto, com aquela crosta superior característica, que quando quebrada revelou uma conjunção de pato desfiado e refogado maravilhosa. A dose dava bem para duas pessoas mas não deixei que sobrasse nem um bago!



Uma aposta muito segura para almoçar nesta zona. Pratos com qualidade, a preços simpáticos, num restaurante que é um frenesim de gente, o que leva a que possa demorar um pouco.

Adega do Silva
Benfica, Portugal
Adega do Silva Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €
Data da Visita: 16 e 23 de Dezembro 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A Tendinha (Mem Martins)

Quem diria que em Mem Martins se conseguiria encontrar um restaurante com esta qualidade? Já muito tinha ouvido falar nesta Tendinha, especialmente pelas publicaçõs do chef privado Joe Best, e a curiosidade ia aumentando. Não é um restaurante inovador mas é o tipo de restaurante ideal para juntar uma família à mesa com comida excelente.
Nem tudo foi perfeito mas quem nos servia esteve constantemente e sinceramente preocupado em saber como estava tudo e a garantir que sairíamos bastante satisfeitos. E isto, caros leitores, é algo muito raro de encontrar. Por exemplo, comeram-se Costeletas de Borreguinho, que chegaram à mesa um pouco secas e passadas demais. Quando isto foi referido ao empregado que nos atendia, prontamente se disponibilizou a trazer "mais 2 costeletinhas"... mas o que na verdade chegou à mesa foi mais uma dose inteira! Pequenos apontamentos no serviço que fazem toda a diferença...
Também no Bife da Vazia com Molho de Natas, pedido médio-mal, a carne se apresentou um pouco seca e acima do ponto pedido mas, mais uma vez, disponibilizaram-se a refazer todo o pedido, o que não foi aceite apenas por uma questão de logística. Mas o que ficou na memória foi o bom sabor da carne, ainda que um pouco seca, o bom molho e o excelente serviço que ia tentando fazer tudo para que a refeição fosse a melhor possível!


Mas o prato pelo qual a minha curiosidade mais se aguçava, e um prato no qual sou bastante exigente sobre o que me servem, o Arroz de Tamboril com Camarão chegou à mesa perfeito! Arroz caldoso, cozinhado no ponto, bastante bem recheado e numa dose de tamanho considerável. E, como cereja no topo do bolo, os bocados obrigatórios de fígado de tamboril que qualquer bom exemplar deste prato tem que ter. Excelente!


Terminámos uma farta, em qualidade e quantidade, refeição com uma Mousse de Manga muito boa e cremosa, com pedaços de fruta a tornar o conjunto mais completo.


Um restaurante português clássico, com um serviço perfeito e comida muito boa. Não sendo barato diria que é o restaurante ideal para agradar a toda uma família à mesa.

A Tendinha
Mem Martins, Portugal
A Tendinha Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 30 €
Data da Visita: 13 de Junho 2016

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Zé Varunca (Oeiras)

O Zé Varunca já não é apenas um pequeno restaurante no centro da Parede. Expandiu-se e tem também restaurantes em Oeiras e em Lisboa. Apesar de esta expansão não ser recente, só nos últimos tempos surgiu a oportunidade de visitar o espaço oeirense.
Entramos e somos simpaticamente recebidos com um saco de pão quente, queijo fresco e um paté de enchidos muito bom. Enquanto nos maravilhamos com o quão fantástico o pão é, colocam na mesa toda uma panóplia de entradinhas, umas com bom aspecto, outras nem por isso. São estas entradas que podem fazer encarecer o preço da refeição, tornando o Zé Varunca um restaurante mais ou menos barato.
Optámos por provar o Salpicão, que não tem muito que enganar sendo de boa qualidade, e os Casadinhos, uns pequenos fritos de batata com salpicão que se apresentavam excessivamente gordurosos. Uma boa ideia que não teve a melhor das execuções.



E, se nos Casadinhos a fritura era um dos seus problemas, o mesmo não aconteceu nos Pastéis de Bacalhau com Arroz de Tomate. Espectacularmente fritos, com um exterior crocante e um interior leve e suave. Apesar da boa fritura era necessário que houvesse mais sabor, pois a predominância da batata era excessiva. Ainda assim, o melhor no prato era o arroz de tomate, cozinhado no ponto e com bastante sabor.


A Sopa da Panela apresentava um óptimo caldo de galinha, com grandes bocados de pão ensopados, folhas de hortelã e, à parte, uma travessa com três bocados dos restantes produtos usados na cozedura: chouriço, frango e lardo. Só o caldo seria suficiente para me manter satisfeito, mas os restantes ingredientes dão corpo e estrutura ao prato. Esta receita pode variar consoante a zona geográfica, mas esta interpretação alentejana merece ser experimentada!



As doses do Zé Varunca são bastante generosas, revelando uma boa relação qualidade/preço. Não só não conseguimos chegar às sobremesas, como ainda sobrou comida. Boa comida alentejana, a preços justos e servido em quantidades dignas de qualquer restaurante típico português, ou seja, que facilmente dão para duas pessoas.

Zomato
Foodspotting
Zé Varunca
Rua José Falcão, 25
Oeiras, Portugal
Site
Preço Médio: < 20 €

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Faustino (Oeiras)

Um dos lugares mais confortáveis e seguros para uma refeição despretensiosa, seja em família, com amigos ou até para um calmo jantar a dois. É um restaurante que frequento com alguma regularidade e já tive a oportunidade de provar vários dos seus pratos, sendo que grande parte deles tem uma qualidade acima da média!
Visto O Faustino ser uma marisqueira, é perfeitamente normal que o grande destaque vá para os pratos com produtos marítimos, mas também os pratos de carne têm uma qualidade acima da média. Por exemplo, o Naco de Javali Grelhado no Espeto com Bacon traz uns bons medalhões envoltos num bacon quase chamuscado da grelha, que aprofunda o sabor a churrasco do prato.


Mas, como disse anteriormente, o verdadeiro destaque tem que ir para os pratos do mar! A aposta mais segura são os Filetes, sempre bem fritos e saborosos, que acompanham com um arroz verdadeiramente malandrinho.


Os especiais do dia são também uma boa opção e foi nesta secção da ementa que encontrei dois dos melhores pratos que lá comi. Primeiro uma Cataplana de Polvo com Batata Doce com o polvo a chegar à mesa digno de se comer à colher de tão macio. Um bom caldo e muita cebola completam este prato, sendo uma óptima conjugação de sabores em cada dentada.


Caso esteja na ementa (e sejam fãs) as Ovas de Pescada Fritas são obrigatórias! Com a perfeita combinação entre o crocante do frito e a textura subtil da ova, o prato vem com pedaços de dimensão ideal para serem comidos à mão. Mas contenham-se pois, caso contrário, torna-se extremamente viciante alternar entre cada bocado de ova frita e uma garfada no arroz que acompanha, que tal como o dos filetes vem malandrinho e é muito bom!


Tive ainda a oportunidade de provar, numa última visita, as Lapas à Madeirense e a Sopa Rica de Peixe. As lapas um pouco rijas mas saborosas, cumprindo o seu papel de abrir o apetite para uma boa sopa, com um caldo saboroso, ainda que um pouco atomatado demais, e bem recheada de peixe, camarão, amêijoa e massa.



Um bom restaurante para várias ocasiões, especialmente se formos com um grupo onde uns preferem peixe, outros carne. Facilmente todos sairão do Faustino satisfeitos e a querer voltar!

O Faustino
Oeiras, Portugal
Preço Médio: < 30 €

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Zomato Foodie MeetUp @ Caseiro (Arneiro)

Parece que a cada post que faço acabo por falar na Zomato, mas a verdade é que a forma como andam a dinamizar a comunidade foodie, promovendo vários convívios que dão a oportunidade de trocar ideias com outros amantes de comida e, no meu caso, poder conhecer algumas pessoas cujos blogs já seguia, é única no país e merece ser referenciada.
Desta vez o convívio, e respectivo jantar, foi no Caseiro Arneiro, um restaurante já meu conhecido e que aprecio bastante. Uma excelente escolha para carne ou peixe, sempre com bons produtos e bem confeccionados! Podem verificar a minha review Zomato que contém algumas fotos.
Para este evento, foi-nos reservada uma mesa de canto na sala do piso inferior, onde poderíamos também desfrutar de alguma música de piano ambiente, com um senhor que passou a ser apelidado de "Tony Bennett Português" a cantar. Tinha-me ficado bem só com o piano, acabando os dotes vocais do senhor por não ajudar ao ambiente de conversa que se proporcionava na mesa. Uma nota negativa também para os organizadores do espaço que utilizam um sofá bastante desagradável, ao longo da parede, para acomodar os comensais. Muito desconfortável para fazer uma refeição inteira.

Foto cedida por Zomato e tirada por Dora Carrilho
Mas somos foodies e o que queremos é comer, não sem antes a característica foto do prato, que neste caso foi replicada por toda a mesa. Acaba por se tornar engraçado, uma mesa de 12 pessoas onde todos tiram a foto à travessa à vez, passando a travessa uns aos outros, não para nos servirmos, mas para tirarmos uma foto.
Uma generosa travessa de Arroz de Tamboril, com bom caldo, bastante saboroso e os pedaços de tamboril cozinhados na perfeição sendo bem acompanhados por umas gambas de tamanho médio. Também o arroz não falhava no ponto de cozedura, tornando o nível de confecção de todos os componentes do prato acima da média.


Já a sobremesa não deslumbrou tanto como o prato principal. Um semifrio de nata com chocolate (penso que seja a Delícia de Chocolate à Caseiro) derretido por cima. Simples de sabores e relativamente agradável, mas não seria uma sobremesa que repetisse.


Mas, como os anteriores Foodie MeetUp onde tive a oportunidade e prazer de estar presente (Via Graça e Faz Figura), estes eventos valem principalmente pelo convívio e boa disposição que rodeiam a mesa. Para mim, que já tinha experimentado o Caseiro, achei que o prato servido foi um bom "cartão de visita" e que deixou curiosidade de voltar às restantes pessoas. Mas, para um Foodie MeetUp, e comparando com aqueles em que estive anteriormente, seria de esperar um pouco mais de atenção por parte do restaurante, dando a conhecer a sua história e tentando cativar-nos a todos a voltar e recomendar.

Foto cedida por Zomato e tirada por Miguel Alves Ribeiro
Para mim, continua a ser uma referência de qualidade para jantares de família, com fantásticas opções de carne e de peixe, mas passarei a recomendar a sala de cima apenas, que é mais agradável (depois de ultrapassarmos a cor forte).

Caseiro Arneiro
Arneiro, Portugal
Facebook
Site
Preço Médio: < 20 €

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Caçador (Cruz Quebrada)

Nem sempre é fácil encontrar um restaurante que agrade a graúdos e miúdos para se realizar um almoço de família. Apesar de já ter O Caçador na minha wishlist, a ideia de marcarmos mesa neste espaço não foi minha, tendo eu apenas concordado e a minha curiosidade aumentado quando comecei a ouvir falar bem da comida deste espaço.
Perdido algures na Cruz Quebrada, perto do Jamor e do Estádio Nacional, fomos encontrar uma das melhores casas onde comi nos últimos tempos. Este é um restaurante de boa e tradicional comida portuguesa, mas onde a especialidade são os arrozes. E que arrozes... Não sei se já o mencionei, mas eu adoro arroz! Como acompanhamento ou prato, simples ou cheio de "entulho", eu acho que não me importaria de comer arroz a todas as refeições...
Ok, isso talvez seja um exagero, mas é sem dúvida alguma um dos meus ingredientes favoritos. O problema é que nem sempre é bem confeccionado. Demasiado espapaçado, demasiado cru, demasiado seco, desenxabido ou até salgado. Não parece difícil mas a verdade é que nem toda a gente sabe acertar naquele ponto de confecção exacto, deixando-o tão "malandrinho" quanto desejado, com a dose de tempero ideal e capaz de nos fazer salivar só de pensar nele. Felizmente, este restaurante acerta em todos estes pontos e ainda serve porções bastante generosas.
O Arroz de Bacalhau é saboroso, com generosos nacos de bacalhau (também este bem cozinhado), sem qualquer excesso de sal, como por muitas vezes acontece quando lidamos com algo tão delicado como o bacalhau. Foi o prato que pedi, que devorei e repeti. Como arroz de bacalhau estava realmente excelente. Mas (porque há sempre um mas) não foi este arroz que mais "concretizado" me deixou.


Essa honra ficou reservada para o Arroz de Lingueirão com Marisco. Tinha todas as componentes perfeitamente alinhadas. Cozedura perfeita, caldo saboroso, bem temperado, dose generosa e muito bem recheada. Ok, o arroz não tinha lagosta, lagostim e outros mais, mas sinceramente não precisa. O ingrediente principal é o lingueirão e os camarões e ameijôas que o circundam estão lá apenas para ajudar a dar mais algum corpo ao tacho. Um prato perfeito que nos deixa com vontade de continuar a comer até rebentarmos...


Pode-se dizer que tive uma fantástica surpresa com este restaurante. Entrei com expectativas altas e elas não foram defraudadas. Dos restantes pratos provei apenas o Coelho com Feijão, mas, apesar de saboroso, não achei que fosse nada de especial, principalmente quando comparado com os arrozes provados.

Zomato
Foodspotting
O Caçador
Rua Bento de Jesus Caraça, 10A
Cruz Quebrada, Portugal
Facebook
Preço Médio: < 30 €

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Tik Tapas (Ericeira)

Para quem pensa que a Ericeira é só peixe e marisco, desengane-se. Há várias opções de qualidade que fogem a este estereótipo. Para mim, este é um espaço que visito sempre que possível, e que nunca me deixa desiludido. Seja para se comer uns pregos rápidos ou para estar a petiscar tranquilamente, o Tik Tapas cumpre ambos os requisitos e aumenta a parada com pratos individuais também de qualidade acima da média. Aqui, o difícil é escolher.
Enquanto estudamos a ementa (uma lição já muito estudada mas que ainda causa algumas dificuldades), pede-se um prato de Presunto Pata Negra. Boa dimensão no corte para um fantástico presunto que não precisa realmente de mais nada para brilhar. É fantástico como alguns dos melhores prazeres são tão simples quanto um bom presunto.


Com especial atenção e simpatia da casa, que já conhece os nossos gostos, foi-nos dito que os Pimentos de Padrón eram especiais e portanto foi também imediatamente pedido. Se há coisa que muitas vezes me desilude, é quando comemos uma travessa inteira desta iguaria e nenhum dos pimentos pica («Los Pimientos de Padrón, unos pican y otros no»). Bem, mas eles avisaram que estes eram especiais e arrisco-me a dizer que cerca de 50% era picante, o que já é uma óptima percentagem. Houve até quem, na mesa, soltasse umas lágrimas de felicidade com isto. Ok, eu confesso, não era de felicidade mas sim do quão picante era o pimento ingerido.


E foi depois dos pimentos que aconteceu a pior parte da noite, pois o serviço tornou-se lento e demorado e estivemos bastante tempo sem qualquer comida na mesa. Já visitei este estabelecimento várias vezes e esta foi a primeira vez que tal aconteceu. Mas quando chegaram as tapas pedidas os sorrisos voltaram à mesa. Na primeira travessa, uma excelente Alheira de Caça com Ovos Mexidos e um fantástico e tenro Pica-Pau, com o Feijão Preto e a Batata Assada com Molho de Ervas a serem "apenas bons".


A segunda travessa era composta por alguns dos itens que mais gosto no menu do Tik Tapas. A Tapa de Lombo ao Champagne é realmente fantástica com a carne bastante tenra e um molho bastante guloso. O Choco Frito vem perfeitamente cozinhado, sem estar borrachoso como se encontra noutros sítios. As Batatas Salteadas apenas pecam por não estarem um pouco mais estaladiças, mas adoro a combinação das batatas com a cebola finamente cortada e o bacon. Já o Arroz Selvagem não me enche muito as medidas porque me sabia como se tivesse sido cozinhado com pimento e, tirando os de Padrón, não sou um particular fã de pimentos...


Um sítio a ter em conta nesta vila, com bons petiscos, para quem quer fugir um pouco ao peixe e ao marisco.

Tik Tapas
Ericeira, Portugal
Preço Médio: < 30 €