Mostrar mensagens com a etiqueta Croquetes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Croquetes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de março de 2015

Cascas (Cascais)

Se a moda das hamburguerias parece não querer abrandar, o mesmo digo quanto à moda dos petiscos. Aberto em meados de 2012, acabei por já visitar este restaurante por duas vezes e nunca de lá saí desiludido. Mesmo com alguns pratos mais fracos, saio do restaurante de barriga bem cheia e satisfeito.
Tendo visitado o Cascas mais do que uma vez, tive oportunidade de provar uma boa parte da ementa e deixo-vos aqui com pequenos comentários aos pratos experimentados. 


Boa Morcela de Arroz com Ananás, uma combinação clássica e que funciona sempre, desde que os ingredientes sejam bons, como era o caso.


Bons Pimentos de Padrón, com bastante sal e bem salteados. Pena o rácio de picantes ser bastante baixo.


Um interessante e bem frito trio de Croquetes (Farinheira, Queijo Brie e Presunto).


Na segunda visita pedi apenas os Croquetes de Presunto, que tinham sido aqueles que mais me tinham impressionado.


Muito bons os Cogumelos Recheados com Presunto. Saborosos, bem recheados e com uma boa quantidade de queijo por cima.


Uma dose de quantidade e qualidade acima da média de Pica-Pau, bem servida de pickles. Boa carne e molho simpático.



Muito boas as Batatas Fritas nas suas versões Bravas e Ali Oli, mais pela qualidade do molho do que pela das batatas em si mas ainda assim bom,


Não tão bom, chegando até a ser muito fraco, as Batatas Fritas com Parmesão e Redução de Balsâmico. As batatas pouco fritas, numa combinação que poderia funcionar se bem concretizado mas o queijo apresentava-se sem muito sabor e bastante borrachoso. 


Simpáticas as Costelinhas de Porco, sendo já mais semelhante a um prato principal.


Numa altura em que não faltam hambúrgueres por todo o lado, os Mini Hambúrgueres são apenas bons, sendo o melhor o de farinheira. O de queijo Brie e o normal estão bem temperados mas não são surpreendentes.


Acima da média estavam os Peixinhos da Horta, um petisco que peço sempre que possível e que é um dos meus petiscos favoritos. Bem fritos e estaladiços.


Também as Puntillitas estavam muito boas. Pequeninas, bastante crocantes e com uma boa maionese a acompanhar. 


Muito bom é o Prego em Bolo do Caco com que rematei a primeira refeição no Cascas. Bom bolo do caco, óptima carne e simplesmente acompanhado com uma fantástica cebola caramelizada e mostarda de grãos.


Já o Prego Estoril, com secretos de porco preto, grelos e ovo estrelado. O porco estava pouco cozinhado, tendo ainda bocados de gordura não totalmente incorporada. Uma ideia que parece boa mas que falha na concretização.


No campo das sobremesas, um CheeseCake à Cascas algo enjoativo, e com o doce de tomate a não conseguir cortar o sabor excessivo e forte do queijo.


Já a Panna Cotta estava ao nível do restante restaurante. Boa confecção e boa calda de laranja a dar um bom balanço ao prato.


Para regar todos estes petiscos, peça a óptima Sangria de Espumante de Frutos Silvestres
Das muitas opções para petiscar, esta é uma das minhas favoritas. Boa localização, boa comida e a preços justos. Ideal para um fim de tarde solarengo.

Cascas
Cascais, Portugal
Preço Médio: < 20 €

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Croqueteria (Mercado da Ribeira - Cais do Sodré)

Já toda a gente deve ter ouvido falar do renovado Mercado da Ribeira by Time Out, portanto penso que será escusado dar-vos uma descrição muito detalhada sobre o seu conceito e espaço. Mas, apesar de já ter aberto há uns meses (abriu a 18 de Maio de 2014), esta foi a minha primeira visita. Já conhecia o espaço das inúmeras fotos que foram aparecendo na internet e já tinha ouvido falar dos problemas de ruído existentes, mas pude agora comprovar o quão cheio o mercado estava e como isso realmente afectava a acústica do novo e bonito Mercado da Ribeira. Ainda assim, os meus parabéns à Time Out pela renovação e redinamização realizada.
Depois de ultrapassado o problema de arranjar mesa, o que pode ser relativamente difícil para grupos grandes, o problema que se avizinha é escolher onde ir buscar a comida. Muitas bancas apelativas, com oferta para todos os gostos dificultam substancialmente esta decisão. Cinco food corners de chef bastante apelativos (tenho especial curiosidade pelo Vitor Claro, Marlene Vieira e Alexandre Silva), conceitos inovadores como a Tartar-Ia e a Croqueteria, ou até espaços já estabelecidos na cidade como o Sea Me, Honorato ou Santini. Para terem uma ideia de todos os espaços lá existentes, consultem este link. Penso que iria precisar de mais de 30 visitas ao Mercado para conseguir provar tudo o que gostaria.
Sendo um aficionado por croquetes (seria a minha Death Row Meal, ou #MyLastMealOnEarth), decidi que o ideal seria que a minha primeira vez fosse com croquetes. Mas não poderia ser um croquete qualquer. Já que era para experimentar croquetes, que houvesse variedade, e isso não falta na Croqueteria. Para além do tradicional há alheira com grelos, frango e farinheira, atum e tomate seco, choco com tinta, bacalhau com chouriço e até um vegetariano. O preço dos individuais parece-me um pouco exagerado (1,50€) de maneira que a melhor opção para ter uma refeição mais completa é a opção de 3 croquetes à escolha, um acompanhamento e bebida (6,90€). Escolhi aqueles que me pareciam ter as combinações mais originais e por isso pedi (e vou dizê-los pela ordem que estão no prato): Atum com Tomate Seco, Choco com Tinta e Bacalhau com Chouriço. 


Pequenos e gordinhos (que descrição estranha), são colocados no prato ainda mornos e com uma forma pouco perfeita, como os que a nossa avó faz em casa. Trincamos o primeiro e percebemos que para além da temperatura adequada, estão bem fritos, revelando um ligeiro "crunch", e com o interior cremoso. 3 croquetes diferentes, 3 níveis de satisfação diferentes. O Bacalhau com Chouriço era simpático e com bastante sabor ao "fiel amigo" mas desilude na combinação com o chouriço, visto que não se sente o chouriço no palato. Melhor o Choco com Tinta, também ele com um recheio de humidade adequada e de bom sabor, mas ligeiramente salgado. Não muito surpreendente mas ainda assim bom. Deixei o melhor para o fim, o Atum com Tomate Seco. Fantástico! Óptima combinação de ingredientes e a ser daqueles pratos que me obriga a resistir à tentação de comer tudo numa só dentada.
No prato vêm também umas boas batatas fritas, bastante estaladiças e temperadas com bastante pimenta preta e uma mostarda muito boa, usando uma combinação entre Dijon e Wasabi, acabando por abrir mais o paladar na boca. Pedi uma limonada para ajudar a acompanhar tudo isto, e cumpriu na perfeição. Bom balanço entre o amargo e o doce, ajudado por um toque refrescante de hortelã.


Parece-me um pouco caro para croquetes, mas penso que consiga compreender o preço excessivo pela forma como tudo parece fresco, sendo que eles não deixam os croquetes muito tempo na "montra" a arrefecer. Isto claro para não dizer que o Mercado da Ribeira é um dos sítios da moda, e isso pode também inflacionar o custo dos croquetes. Ainda assim, fico agradado por ver bastante inovação na confecção e idealização dos croquetes.

Croqueteria
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 10 €

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pigmeu (Campo de Ourique)

Mal ouvi falar na abertura de um restaurante unicamente dedicado a comer porco fiquei em pulgas. Sou um fã confesso deste tipo de carne e a ideia de um restaurante com um conceito "Nose to Tail" (um conceito popularizado pelo chef Fergus Henderson) é inovador em Lisboa. Bem, neste caso é mais "Ears to Toes", pois não existe nenhum prato com o nariz ou a cauda do bicho. Sim, isto era uma dica para que possam incluir na ementa algo como "Crispy Pig Tails"!
Foto retirada daqui
O restaurante tem a típica decoração de madeira que é usada em qualquer restaurante que queira ter um ar moderno e descontraído, mas o que me trouxe aqui não foi a decoração, mas sim a ementa. E essa tem um aspecto fantástico. Fácil de perceber e com o conceito bem retratado, onde até a opção vegetariana se encaixa no conceito (Sandes Vegetariana de Bolota). Apeteceu-me pedir tudo, mas éramos só 2 e isso poderia ter sido um problema, de maneira que escolhemos apenas os pratos que achámos serem da nossa preferência.
Começámos pelos (já famosos) Croquetes de Bochecha Estufada. Boa fritura e com um interior muito saboroso. Fantástico este novo uso para a bochecha, uma parte do porco que aprecio bastante. Estava apenas um pouco salgado mas ainda assim repetiria vezes e vezes sem conta.


Já o Prato de Presunto Português Reserva não convenceu pela qualidade do produto. A um preço bastante mais simpático que qualquer prato de presunto em qualquer outro restaurante, preferia que o presunto fosse de maior qualidade e que o preço acompanhasse esse ajuste. Pareceu-me um presunto light.


Também a qualidade dos enchidos não satisfez totalmente na Tábua de Enchidos. Existem melhores chouriços, alheiras e morcelas no país, e acho que um restaurante que quer fazer do porco a sua imagem de marca deve usar apenas os melhores produtos que este animal consiga produzir. Não me entendam mal. Os enchidos eram bons, apenas não eram fantásticos. Um pormenor que parece falhar também na tábua é a quantidade dos enchidos. Sendo a maior parte destes acepipes para dividir, não encontro justificação para apenas uma rodela de morcela.


Não sendo fácil a escolha dos pratos principais, optámos por uma Sandes de Pernil, com queijo meia cura, a fazer lembrar a ideia por trás das famosas Sandes de Pernil com Queijo, da Casa Guedes. Boa conjugação de sabores, com um bom balanceamento entre os dois componentes, tudo bem suportado por um fantástico pão. Gostaria apenas que a carne tivesse mais sabor, pois quando provada sozinha parece ser bastante unidimensional. Acho que uma abordagem mais arriscada, com um maior uso de especiarias nas 8 horas que o pernil cozinha, poderia compensar.


Já a Sandes de Barriga, com cebola caramelizada, desapontou um pouco pelos fracos sabores apresentados. Se há algo que a barriga (ou entremeada) precisa é de uma dose de sal qb que ajude a fazer sobressair os sabores deste corte tão subvalorizado. A ideia da sandes está lá, mas precisa de maior aprumo nos temperos usados, acabando por passar como uma sandes insossa. 


Tudo isto foi acompanhado por umas das melhores chips de Batata Doce Frita que experimentei nos últimos anos. Fininhas e estaladiças, estas batatas apresentam um nível de doçura que falta a muitos exemplares que encontramos neste restaurantes "modernos".


A sobremesa deixou-nos um ligeiro amargo de boca. O Crumble de Maçã estava excessivamente doce e com as maçãs apenas semi-cozidas. Não nos convenceu enquanto sobremesa, deixando-me arrependido por não ter experimentado a Mousse de Lima ou o Caldo Verde. Sim, nesta casa o Caldo Verde está na secção das sobremesas, pois é uma forma tão boa como qualquer outra (ou melhor até) de acabar uma refeição. E não, não é uma reinterpretação doce da sopa. 


Saí um pouco desiludido do Pigmeu, não porque tivesse comido mal mas porque reconheço o potencial para ser muito melhor. Adoro o conceito e a forma como foi trabalhado, mas têm que afinar alguns pontos essenciais na confecção dos pratos e nos produtos usados. Precisam também de ser mais arrojados com a forma como cozinham o porco. Atingindo o potencial que demonstram, podem facilmente tornar-se uma nova moda.

Pigmeu
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 20 €

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tasca da Esquina (Campo de Ourique)

Há alguns anos atrás, antes desta moda de petiscos e de tascas modernas, Vitor Sobral (em conjunto com Hugo Nascimento e Luis Espadana) decidiu abrir um restaurante que fosse uma homenagem às tascas portuguesas, mas revitalizando a comida tradicional portuguesa e apostando em pratos portugueses, com um maior cuidado ao nível da apresentação e da qualidade dos produtos. Apenas em Outubro passado tive a oportunidade de visitar este mítico espaço lisboeta, que tem ganho adeptos não só em Lisboa mas também no Brasil e em Angola, com a abertura de outros espaços "da Esquina" nestes mesmos países.
Para grupos superiores a 6 elementos, é sugerido que o grupo siga um dos menus de degustação disponíveis, onde ficamos nas mãos do chef residente. De destacar o serviço de perfeito profissionalismo que acompanhou toda a refeição, tanto na explicação dos pratos, na simpatia demonstrada e prontidão de satisfazer qualquer pedido por nós feito. Da cozinha não foi só a qualidade da comida como todo o timing e cadência dos pratos apresentados a ser adequada.
Começamos com um Couvert composto por bom pão (com destaque para a broa de milho) e uns óptimos croquetes de novilho e amêndoa, de boa fritura e bom tempero. Sou um fanático de croquetes e estes são dos melhores que já comi na cidade.


O Caldo Verde lança uma refeição de 5 pratos de forma perfeita. Bom caldo, bastante cremoso com uma couve galega que parece ter sido previamente salteada e uns pedaços de chouriço que trazem multidimensionalidade ao prato e o torna mais rico.


De seguida, um prato de sabores subtis mas tipicamente portugueses, o Filete de Sardinha Fumado com Pastel de Batata, uma verdadeira homenagem aos produtos portugueses, com o filete de sardinha a apresentar um ligeiro sabor fumado e acompanhado por um pastel de batata que faz lembrar, na sua forma, um pastel de bacalhau. Um molho de pimento ajudava a ligar estes dois componentes, mas, felizmente, não se apresentando dominante sobre os restantes ingredientes a nível de sabor.


Também muito boa a Açorda de Camarão. A textura não era a que mais aprecio, estando um pouco mais líquida que desejaria, mas óptima no sabor e os camarões estavam perfeitamente cozinhados e em número generoso. Aqui quero referir mais um aspecto que achei impecável no serviço, pois estando uma grávida à mesa, foi executado um prato específico para ela, umas Lulas Salteadas com Cogumelos.


Aqui já me encontrava meio maravilhado com tudo, mas eis que chega a estrela do almoço, o Espadarte Braseado com Creme de Nabo e Farófia de Amendoim. A frescura do peixe era incrível, trabalhado na perfeição com apenas os milímetros exteriores cozinhados, mantendo o peixe húmido. Também fantástico o creme de nabo, principalmente para quem, como eu, aprecia bastante este legume. A farófia de amendoim ajudava a dar textura ao conjunto e elevava-o a um patamar bastante acima da maior parte dos pratos de peixe que já provei.


Pedimos para finalizar o menu de degustação com um dos clássicos da Tasca da Esquina, pedido que foi prontamente acedido, e acabámos em nota alta, com o Prego de Atum. Bom pão sem ser nada massudo, o atum cozinhado na perfeição e uma boa proporção entre o pão e o peixe, mantendo toda a integridade estrutural do prego. Apesar de não estarmos numa tasca, este é um prato para comer à mão.


Apesar de satisfeitos com os 5 pratos servidos, não conseguimos evitar pedir algumas sobremesas. Eu estive quase a resistir, mas segui o conselho de quem já experimentou o Kitanda da Esquina (restaurante de Vitor Sobral em Luanda) e que diz que o seu Pudim Abade de Priscos é algo imperdível. E é realmente, com um creme de abacaxi a cortar toda a doçura excessiva que é típica neste pudim. Tive oportunidade de provar também a Sopa de Frutas, um óptimo e guloso caldo de morango.



Pode não ser um restaurante barato mas parece-me que o preço é mais do que justificado pela qualidade da cozinha e do serviço. Não é por acaso que a Tasca da Esquina se tornou um clássico da cidade de Lisboa.

Tasca da Esquina
Rua Domingos Sequeira, 41C
Campo de Ourique, Portugal
Facebook
Site
Preço Médio: < 40 €

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Vasku's Grill (Lisboa)

Quando criei este blog, criei-o com o intuito de falar sobre comida em geral, principalmente dos restaurantes que vou experimentando. Pareceu-me natural passar da típica conversa de café, sobre comida e restaurantes, para a criação deste espaço, onde posso devanear como me apetecer e sobre o que me apetecer. 
Em menos de um ano, e especialmente com a entrada da Zomato em Portugal, o blog começou a ficar mais conhecido pela comunidade Foodie em Portugal, e um dos benefícios que tive foi este mimo da Zomato. Ou seja, a Zomato ofereceu-me um vale para um jantar a 2 no Vasku's Grill, com direito a 2 entradas, 2 rodízios de bifes, 2 sobremesas e bebidas incluídas! Desde já, um muito obrigado à Zomato e, em especial, à Sara que sabendo-me um homem de carne escolheu este restaurante para mim!


Mas falemos do que é importante, ou seja, a comida! À chegada, fomos presenteados com um prato de Croquetes. Isto é, para mim, o melhor prato de boas vindas que alguma vez me poderão oferecer. Aqui entre nós, se eu pudesse escolher a minha última refeição, seria um prato (ou dois) de fantásticos croquetes caseiros! Por isso, podem imaginar o meu ar de felicidade quando provo os croquetes e eles estão ainda quentes e cheios de sabor. Facilmente faria destes croquetes toda a minha refeição. Mas, felizmente, foi apenas o início.


O Queijo Brie Panado com Amêndoa e Cóli de Goiaba foi uma agradável surpresa. A textura e sabor dado pelo uso da amêndoa dá-lhe uma nova dimensão com a doçura do coulis de goiaba a ajudar a que esta nova dimensão tenha altos e baixos, combinando na perfeição com o Brie.


Veio também uma refrescante e revitalizante Salada Vasku's, numa dose bastante generosa, com uma combinação engraçada de sabores, dando ao nosso palato vários tons de frescura, contrabalançando bem com a acidez e doçura de alguns dos ingredientes. Dispensava o uso dos espargos verdes de conserva, que parecem não se adequar tão bem numa salada assim.


O rodízio de bifes consistia em três bifes diferentes, todos usando o mesmo corte, o lombinho, que na verdade é lombo de vaca mas com menos altura do que o que estou habituado a ver. Carne fantástica, tanto a nível de sabor como na forma como vem cozinhada. Dois dos exemplares (com Molho de Mostarda e com Molho de Pimenta) provados vinham acompanhados de molhos, também eles, fantásticos, com um equilíbrio perfeito e complementando a carne, dando ainda para afogar as batatas fritas de qualidade média.



Mas foi também nos bifes que veio a única desilusão da noite... Quando à mesa chega o Lombinho Frito à Texana, vem com um aviso de que aquele é o melhor bife da casa. Bem, não é! A carne é da mesma qualidade que a dos restantes bifes, mas não é uma combinação que funcione decentemente. Vem mergulhado num molho que parece ser mais óleo que molho, sem nenhum sabor significativo e que nada acrescenta de qualidade ao prato, pelo contrário. Apesar da quantidade de alho existente no prato, a carne não vem com um sabor assim tão intenso ao mesmo, e juntam-lhe ainda duas malaguetas muy calientes tentando que isso ajude a vender o Texano. Se nada tivesse sido dito previamente, este seria para mim um bife médio, mas quando é vendido como "o melhor da casa", e vendo que a casa tem outros itens que são exemplares, preferia que nada tivesse sido dito. Única coisa de real destaque são os acompanhamentos, com um muito bom e cremoso esparregado, e umas boas batatas cozidas com azeite e alho.


Depois de tudo isto apenas sobrou um cantinho pequeno para a sobremesa. Um bom Tiramisu, mas não fantástico. Não me parece que o uso de uma taça para servir um tiramisu seja o melhor visto não permitir a tradicional disposição por camadas, mas o apontamento das raspas de lima é muito bom, ajudando a aromatizar toda a sobremesa.


Uma última nota ainda para a excelente Sangria de Espumante de Cassis, não demasiado ácida ou alcoólica e com uma forte componente de laranja que ajuda a juntar o ácido do cassis (ou groselha preta) com o álcool do espumante.


Um bom restaurante, apesar de caro, com um serviço atencioso e simpático, onde saio de lá cheio e a rebolar pela noite fora, mas com curiosidade de voltar para experimentar os bifes de acém e a "Picanha Volante Individual", não tanto pelo facto de a picanha ser à descrição, mas porque há poucos sítios em Lisboa com coração de galinha, algo que eu adoro!

Foodspotting
Vasku's Grill
Rua Passos Manuel, 30
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 40 €