Mostrar mensagens com a etiqueta Frango. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frango. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de dezembro de 2016

INcomum by Luis Santos (Sintra)

Um restaurante que me suscitou muita curiosidade, desde a sua abertura, pela reputação do chefe (ex-Tágide), pelas reviews positivas que recebeu desde o início (principalmente no que se refere ao menu de almoço) e juntando a isso o chef ser meu homónimo. E, estando a trabalhar perto de Sintra, nada melhor que aproveitar para conhecer o seu Menu Executivo (9,50€ sem café mas com couvert, entrada, prato, sobremesa e 1 bebida). Não marquei mesa e por pouco ia-me arrependo de tal decisão pois o restaurante rapidamente encheu.
Na 1ª visita começámos com um excelente Creme de Courgette. Boa cremosidade, a notar-se o sabor da courgette acima dos restantes legumes usados e bom ponto de sal. Do outro lado, uma Salada Verde com queijo fresco de cabra, melão e tomate cherry.


Como pratos principais havia uns excelentes Raviolis de Bacalhau com Caldo do Mesmo, transportando-nos para os sabores de uma caldeirada e o Supremo de Pintada, Tomate Seco, Azeitonas e Couve-Flor Gratinada, muito bem cozinhado, com a carne suculenta e um óptimo recheio de tomate seco. Único ponto a rever é a pele que deveria estar mais crocante. Bom acompanhamento na couve-flor gratinada, com a utilização de um queijo bastante saboroso e em dose generosa. 


Mais fraco o Bolo de Bolacha para sobremesa, com uma textura pastosa e uniforme, sem um sabor diferenciador ou particularmente agradável e onde o molho de chocolate também em nada ajudou.


A 2ª visita foi bastante semelhante, de início bastante simpático com uma Sopa Juliana.


Fantásticas Plumas de Porco Preto com Migas Verdes, com a carne no ponto correcto de sal e as migas a apresentarem uma textura bastante correcta.


Também o Supremo de Frango com Chouriço sobre Esmagada de Batata-Doce cumpriu e encantou, com o frango suculento por dentro e a ligar muito bem com o chouriço.


Já a sobremesa a ser melhor que a da 1ª visita, com uma Tarte de Maçã de sabores fortes e correctos. A base poderia estar mais cozida de forma a ajuda a dar outra textura, mas todos os sabores de uma tarte de maçã estavam lá.


Apenas posso avaliar o INcomum pelos menus de almoço, mas traduzem-se em doses de boas dimensões e a um preço fantástico no que se refere a qualidade e quantidade. 

INcomum by Luis Santos
Rua Doutor Alfredo Costa, 22
Sintra, Portugal
INcomum by Luis Santos Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Facebook
Foodspotting
Site
Preço Médio: < 40 € (Menu de Almoço: 9,50€)

sábado, 17 de dezembro de 2016

Food Corner Chef Miguel Laffan - Chicken All Around (Mercado da Ribeira - Cais do Sodré)

Contrariando os restantes Food Corners, onde os chefs tentam mostrar a sua cozinha a preços acessíveis, Miguel Laffan teve ainda a ideia de adicionar um conceito, fazendo todos os pratos da ementa girarem à volta do frango. A curiosidade principal por esta banca não residia apenas no facto de Laffan ser detentor de uma estrela (recentemente recuperada) no seu restaurante L'And, mas sim no uso de um ingrediente raro de se encontrar e que aprecio bastante, os corações de galinha.
Pediu-se, como é claro, os Corações de Galinha, cujo empratamento parece desproporcional face à quantidade servida, com 1 dezena de corações liliputianos e 4 fatias de pão. Sei que o preço da dose é pequeno e não poderia ser uma dose enorme (ainda que acredito que o food cost dos corações seja baixo), mas dá a ideia que o ingrediente principal é o pão e não os corações de galinha. Já ao nível de sabor, tudo estava fantástico com um molho muito saboroso e guloso para darmos uso ao pão torrado.



As Chamuças estavam bastante bem executadas, com um exterior crocante e o interior saboroso, sem qualquer excesso de cominhos ou gordura como já vi acontecer noutros sítios.



Para acompanhar, optámos por aquilo que nos parecia mais inovador, ou seja, uma esmagada de Batata-Doce com Lima, Coentros e Chilli. Uma escolha muito acertada, pois a esmagada estava repleta de sabor e combinava muito bem com a acidez da lima, com o chilli a dar umas notas picantes muito boas. Curioso como os 3 pratos experimentados tinham todos um nível de picante bastante simpático.



Ficámos de tal forma satisfeitos com os pratos de Miguel Laffan que não resistimos a levar para casa umas Mini Bolas de Berlim. Excelente massa, bastante leve e com muito sabor, e 3 recheios diferentes todos eles de grande nível (Cheesecake / Yogurt, Pêra e Granola / Créme Brulée de Laranja).



O conceito é bom, os pratos são realmente bons e os preços parecem-me ajustados. Seria interessante ver também um prato de partilha com pele de galinha estaladiça. Ficou por provar a verdadeira "estrela", o frango, mas ficará certamente para uma próxima visita.

Food Corner Chef Miguel Laffan - Chicken All Around
Lisboa, Portugal
Chef Miguel Laffan - Chicken All Around - Food Corner Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
Preço Médio: < 20 €

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Uma questão de qualidade (ou falta dela)!

Há coisas que não fazem muito sentido. Se um restaurante chega a um patamar de qualidade, não deveria trabalhar para se manter com essa qualidade? Qualquer decréscimo da mesma poderá influenciar novos ou habituais clientes. Eu sei que a pressão e o trabalho para manter um padrão de qualidade é muito, mas tal é necessário para que se consiga manter uma quantidade de clientes suficientes para podermos prosperar no mundo da restauração.



Se há coisa que me irrita é repetir um restaurante (algo relativamente raro em mim) e esse restaurante presentear-me com uma refeição muito abaixo daquilo que já la experimentei. Que seja um pouco abaixo eu até aceito, mas quando há uma notória queda na sua qualidade isso deixa-me irritado. Irritado e sem vontade nenhuma de regressar, porque sei que já foi bem melhor. Pior ainda quando vou lá com alguém porque lhe disse "Temos que ir ali, que vamos comer muita bem!" (sim, usei a palavra muita qual Jorge Jesus de devaneios gastronómicos!).


Ok, agora que este desabafo já me aliviou alguma pressão do peito, passo a explicar. No espaço de menos de 1 mês consegui ser vítima destes "descuidos", em 2 espaços distintos. Decidi voltar ao Gaijin Sushi Bar (sobre o qual já falei aqui) e experimentar a renovada carta do All You Can Eat. Uma ementa mais extensa, com peças novas, nomeadamente mais variedade nos gunkans, temakis e alguns spring rolls (com folha de arroz no lugar de alga), mas com algumas limitações de pedidos no sashimi e nos gunkans. Por exemplo, se desejarmos nigiris existe uma taxa extra de 3€ e continua a haver a taxa de 1€ para cada peça que não seja consumida.



Ok, políticas da casa à parte, o que me chateou foi a qualidade da comida ter sido pouco acima da média (deixando de ter uma relação qualidade/preço que considerava justa) e o terrível e baralhado serviço. Pratos com peças não pedidas e a chegar em duplicado foi o prenúncio de uma refeição que de nada teria de especial. Juntando a isso um arroz que não estava ao nível das anteriores visitas e a baixa qualidade demonstrada nalgumas peças (por exemplo, os rolos com pele de salmão tinham a pele dura e seca), ignorando ainda o facto de se poder considerar o menu algo limitado ao nível da criatividade (o que a mim não me chateia muito, desde que as coisas sejam bem executadas), então o Gaijin deixa de ser um restaurante que eu recomende facilmente.


O mesmo se passou com o tão famoso Ramires e o seu Franguinho da Guia. Se no ano passado, algo estranho se passou (podem ler mais sobre isso aqui), este ano foi uma desilusão tremenda. O frango não estava nada de especial, a salada não estava bem temperada e as batatas eram deploráveis. Neste momento, existem melhores (e mais baratas) opções para comer frango por todo o Algarve e até Lisboa!


Parece que se encostam à fama e se desleixam. Sei que a fama ganha dará para compensar a perda de alguns clientes a curto prazo, mas caso os restaurantes continuem assim não acham que poderão vir a sofrer? Não digo que precisem de se reinventar mas precisam, sem dúvida, de arranjar alguma forma de obter um feedback especializado e saber o que trabalhar para, pelo menos, manter a qualidade. Já não falo na questão de melhorarem, mas manter! 
Honestamente, não sei quando voltarei a qualquer um destes restaurantes, pois a vontade de gastar dinheiro num sítio que deixou de me satisfazer não é muita, principalmente quando há ainda tanto por experimentar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Rescaldo Tascas no Cais 2015 (Lisboa)

2ª Edição do evento Tascas no Cais, patrocinado pela Super Bock, um evento que junta alguns (poucos) restaurantes existentes na cidade, num recinto ao ar livre. Mais num conceito de partilha, os restaurantes têm vários pratos (com os preços a variar até aos 8€, mais ou menos) que poderão ser demonstrativos da cozinha que praticam na sua morada permanente. Nesta 2ª edição, pudemos contar com Taberna da Rua das Flores, Can The Can, Cantina LX e Tasca de Três, o único a não ter uma morada fixa, mas que junta o chef Nuno Diniz (da EHTL, Tágide e ex-York House), o chef Nuno Barros (1300 Taberna e ex-2780 Taberna) e o foodie Rodrigo Meneses (foodie.pt e Curador da Academia TimeOut). A iniciativa é bastante interessante mas pareceu pecar pela pouca oferta gastronómica existente. Na 1ª Edição estiveram presentes Ramiro, Cantina LX, Can The Can, Taberna da Rua das Flores/Flores do Bairro e Tasca de Três com Nuno Diniz, Nuno Barros e João Sá (ex-Assinatura e ex-G-Spot).
O evento teve um custo de entrada de 3€, dando direito a uma imperial, o que não é propriamente barato, tal como as ofertas gastronómicas não o são, se fizéssemos uma comparação puramente baseada na quantidade. Para além disso, das 4 ofertas existentes, as únicas que me cativaram o suficiente para me deslocar ao Cais do Sodré foi a Tasca de Três, de onde já conhecia a famosa Sandes de Porco Fumado, e a Taberna da Rua das Flores, um restaurante que desde há muito me suscita curiosidade.
Como em qualquer festival dos dias de hoje (não sei como se processou o ano passado pois não estive presente), todo o dinheiro que quiséssemos gastar teria que ser previamente trocado por senhas. Ainda que de melhor qualidade que as senhas dos festivais de Street Food (especialmente se tivermos em conta a edição em Paço de Arcos) e mesmo sem sabendo se aceitariam devoluções ou não (começo a estar de tal maneira preparado para este sistema que faço questão de saber exactamente o que vou pedir antes de trocar dinheiro) continuo a achar que na óptica do cliente final (aquele a quem qualquer evento é suposto satisfazer) esta solução é menos prática e pode chegar a ser prejudicial.
Apresentações e queixas feitas, vamos à comida! Como disse, a minha curiosidade recaía principalmente entre a Tasca de Três e a Taberna da Rua das Flores. É natural que a maior parte das escolhas tenham sido entre essas duas bancadas. Mesmo no evento, olhando para todos os menus, havia poucas propostas captivantes do Can The Can e a Cantina LX parecia ter uma ementa demasiado parecida com a do restaurante (que já conheço e cuja review podem ler aqui).
Na Tasca de Três, voltei a experimentar a Sandes de Porco Fumado. Depois do fantástico exemplar que experimentei no European Street Food Festival (aqui), as expectativas eram altas mas, infelizmente, não estava tão boa. O pão era bom mas a carne estava à temperatura ambiente e com uma menor profundidade de sabor. A maionese de bacon continua impecável e a rodela de tomate presente nada de novo acrescentou.



Os Ovos com Farinheira e Barriga de Porco estavam cremosos e com sabor ligeiramente predominante da farinheira, algo que poderia ser balançado com uma maior quantidade de barriga. Para os que possam fazer um ar desconfiado perante as palavras "barriga de porco", lembrem-se que o bacon vem desta deliciosa parte do porco.



Boa Mousse de Chocolate com Caramelo e Amendoim, demonstrando boa consistência e a não ser excessivamente doce, um erro onde muitas mousses de chocolate acabam por cair. A transversalidade de sabores entre chocolate e o caramelo não chocam e até se acentua graças a alguma salinidade do caramelo e do amendoim.



Já a Mousse Cítrica com Suspiros não estava tão boa, faltando-lhe a sua própria adjectivação e tornando-se demasiado doce. Tudo correcto a nível de textura e consistência, mas aquela acidez característica apenas foi descoberta no fundo do copo, com um creme que deveria ter sido um topping.


Não conhecendo a ementa habitual da Taberna da Rua das Flores, não sei quão comparável à que foi apresentada no evento, mas se a qualidade for algum indício então este é um restaurante obrigatório em Lisboa. Os Peixinhos da Horta estavam muito bons, com uma saborosa e estaladiça polme. O molho sweet chilli dá-lhes um toque original.



As Pataniscas de Bacalhau foram algo surpreendentes pela sua forma de apresentação e irrepreensível fritura. As pataniscas, cortadas de forma rectangular, estavam ultra estaladiças. Apenas achei que o sabor do bacalhau foi bastante mais suave do que o esperado, mas nada de grave.



O Picadinho de Carapau é algo de maravilhoso e refrescante. Bastante bem balanceado em todos os sabores presentes, fosse pela alga wakame ou pela acidez dada pela maçã, que suportaram o conjunto e ajudaram a elevar o carapau. Fantástico!



Uma ideia interessante na concretização do Frango Satay com bons sabores e uma boa quantidade de especiarias a transportarem o peito do frango até à Ásia, mas faltando um molho que ajudasse a dar mais vida a uma peça um pouco seca.



Outro prato fantástico desta Taberna, e que repetiria sempre que pudesse, foram os Lagartos Grelhados. A carne desfazia-se na boca e, dado à gordura intrínseca do corte, enchia-nos o palato com sabor e umami. A adição da cebola picada é importante para cortar toda aquela riqueza do porco.



No Can The Can, a qualidade da comida não deslumbrou. Apesar de achar alguma piada ao conceito, a curiosidade nunca se aguçou depois de ter lido algumas críticas menos positivas. E se a qualidade da comida for igual ao que aqui demonstraram, então não me parece mesmo que chegue a visitar o espaço. As Chamuças de Atum eram desinteressantes, com o sabor a ser todo mascarado pela quantidade de cominhos utilizada. Estavam bem recheadas, mas de resto nada de muito positivo a apontar.



Pouco acima estavam os Croquetes de Polvo com Tinta. Recheio demasiado unidimensional, avivando apenas quando misturado com a mostarda de dijon e um outro molho mais adocicado. Interessante proposta mas a concretização poderia estar melhor.



Único prato experimentado na Cantina LX, por motivos já explicados, foi a Tarte de Batata Doce. Ainda que bastante húmida, e com o acrescento interessante de sumo de laranja e respectivas raspas, a verdade é que o sabor da batata-doce não se mostrou.


A iniciativa é interessante, e os moldes em que é executada ainda podem ser melhorados, mas a base está lá e o conceito também (talvez até um pouco replicado do que se faz no Peixe em Lisboa). Todas as bancas estiveram perto das expectativas criadas, inclusive as de baixa expectativa. Como resultado final, ficou a enorme vontade de ir à Taberna da Rua das Flores e experimentar a restante cozinha do chef taberneiro André Magalhães.

Tasca de Três
Projecto único que surge apenas no evento Tascas no Cais. A ideia junta 3 chefs numa só ementa. Este ano tivemos o chef Nuno Diniz (Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, Tágide e ex-York House), chef Nuno Barros (1300 Taberna) e o foodie Rodrigo Meneses (foodie.pt e Curador da Academia TimeOut).
Site
Preço Médio: < 20 €

Taberna da Rua das Flores
Morada Permanente: Rua das Flores, 103
Click to add a blog post for Taberna da Rua das Flores on Zomato
Facebook
Site
Preço Médio: < 20 €

Can The Can
Morada Permanente: Praça do Comércio, Terreiro do Paço, Ala Nascente, 82-83
Click to add a blog post for Can the Can on Zomato
Facebook
Site
Preço Médio: < 20 €

Cantina Lx (review aqui)
Morada Permanente: LX Factory, Rua Rodrigues Faria, 103, Edifício C, Piso 0
Click to add a blog post for Cantina LX on Zomato
Facebook
Site
Preço Médio: < 20 €

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Rescaldo Street Food Festival (Paço de Arcos)

Este ano é da Street Food! Por muito que continuem a abrir hamburguerias, restaurantes de sushi ou afins, não houve crescimento este ano como na comida de rua. Novos projectos por todo o país, alguns com poisos fixos, outros procurando feiras, festivais e outros que tais. Para além da presença em festivais de música, este ano foi o de lançamento dos Festivais de Street Food, onde a organização da APTECE se destacou de início mas já não sendo a única entidade a organizar eventos deste tipo.
Depois do sucesso que foi o Street Food European Festival, em Abril no Estoril, mesmo que rodeado de muita controvérsia (podem ler mais sobre o assunto aqui), o segundo evento deslocou-se até Paço de Arcos e ocupou o Jardim durante quase 2 semanas (de 25 de Junho a 5 de Julho).
Depois dos problemas no Estoril, seria de esperar que tivessem melhorado o sistema monetário do festival, mas conseguiram regredir. As chapas e cartões foram substituídos por pequenos papéis. Pareciam frágeis e fáceis de voar com qualquer sopro, sendo menos práticos de guardar que os seus antecessores. Manteve-se também o problema da não devolução do dinheiro trocado. A solução encontrada foi a possibilidade de doar o dinheiro que não fosse gasto, mas isso continua a ser limitativo para com os clientes. Força os utentes do festival a saber exactamente quanto irão gastar para poder trocar o dinheiro ou força uma doação, algo completamente contrário ao conceito da mesma. Ainda que a ideia seja boa, a concretização continua a pecar.



Muitos conceitos repetidos e que já começam a ganhar algum nome no Street Food juntamente com alguns novos que foram aproveitando esta nova moda para começar a ganhar destaque e preponderância. 
Comecei pela Piadina Rosbife no Cucina, uma sandes italiana muito simpático, de pão leve e ligeiramente estaladiço, com um recheio saboroso, muito ajudado pelo que parece ser uma maionese de manjericão que ajuda a ligar todos os ingredientes. A desilusão esteve no ingrediente principal da piadina, o rosbife. O rosbife é um prato de carne bovina, utilizando normalmente o lombo e preferencialmente cozinhado mal passado. Aquilo que me serviram aproximava-se mais a um lombo de porco assado, tanto na cor, como na textura e sabor. A foto não é grande coisa mas qualquer semelhança entre rosbife e aquela fatia de carne que me serviram é mera coincidência.



No Comida de Rua, projecto que ganhou fama devido à sua participação no Shark Tank português (aqui), decido seguir a sugestão de quem lá estava e fui para a Sandes de Frango. Tirando o pão, que não estava torrado e parecia ser alto demais, os restantes ingredientes fazem sentido e conjugam-se sem se sobreporem.



A surpresa da noite, e onde fui devido a uma sugestão do pessoal do Onde Vamos Jantar?, foi o Pão à Antiga e o seu Pão com Queijo de Cabra, Tomate e Oregãos. Os pães feitos em forno a lenha, algo que pode ser demorado mas que compensa largamente quando se dá aquela primeira dentada, são generosamente recheados e com muito sabor. Apesar do recheio ser generoso poderia estar melhor distribuído.



A visita terminou com um muito bom Crepe Snickers no Cacau, uma banca especializada em crepes, sejam eles doces ou salgados. Boa massa e uma quantidade adequada de recheio, a colocarem-se léguas à frente dos equivalentes espanhóis que estiveram presentes no Estoril, os Food Nomads.



Os festivais de Street Food vieram para ficar e ser a sensação do ano. Continua a haver pormenores que podem ser trabalhados e melhorados, essencialmente o caso das senhas. Pela afluência que testemunhei parece que esta pode ser uma tendência forte para os próximos anos.

Cucina
Tem residência fixa no CC Campo Pequeno e no Tivoli Fórum e ainda uma food truck cuja localização é anunciada no Facebook.
Click to add a blog post for Cucina on Zomato
Facebook
Preço Médio: < 10 €

Comida de Rua
Várias moradas, havendo 3 fixas na cidade do Porto e food trucks em festivais espalhados pelo país. Para localizações o melhor é consultar o Facebook.
Click to add a blog post for Comida de Rua on Zomato
Facebook
Site
Preço Médio: < 10 €

Pão à Antiga
Nenhuma morada fixa e para saber a sua localização aconselha-se a consulta do Facebook.
Click to add a blog post for Pão à Antiga on Zomato
Facebook
Site
Preço Médio: < 10 €

Cacau
Nenhuma morada fixa e para saber a sua localização aconselha-se a consulta do Facebook.
Click to add a blog post for Cacau on Zomato
Facebook
Preço Médio: < 10 €

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Risotto (Rio de Mouro)

Não tenho por hábito falar de restaurantes inseridos em food courts de Centros Comerciais (CC). As opções são quase sempre desinteressantes e de baixa qualidade. Mas abri um precedente quando falei do The Smokery (aqui) e continuarei a abrir excepções caso veja que o nível da comida ou o conceito é inovador e digno de interesse.
E é aqui que se enquadra o Risotto, no CC Fórum Sintra. Mas não existem já alguns restaurantes de CC que fazem risottos? Sim, mas quantos deles são exclusivamente dedicados a este prato? Na verdade, nem considero este estabelecimento como uma verdadeira cadeia de fast-food, pois os tempos de espera para os pratos são superiores ao da maior parte dos restaurantes aqui localizados. E digo isto como um aspecto positivo! Se me servissem um risotto em 1 ou 2 minutos iria estranhar a forma de preparação e finalização do prato. Aqui chegamos a esperar entre 5 e 10 minutos para que o prato seja finalizado e nos seja entregue, ou seja, existe uma boa preparação por parte da cozinha, que consegue ter várias porções de arroz já adiantadas. 
Não precisamos de fazer o risotto num só passo, podendo haver uma pré-cozedura que será finalizada na hora do pedido. Isto nota-se quando o prato chega a mesa. Um nível de cremosidade bastante satisfatório, e com o arroz a apresentar-se "al dente", não seria possível caso tudo estivesse previamente cozinhado. Aqui, nem as apresentações são descuradas. Apenas os caldos usados poderiam ser mais saborosos, dando maior intensidade ao prato.
No caso do Risotto de Frango e Abóbora, tudo foi executado com um nível de competência relativamente elevado com o frango a ser o ponto mais fraco. O facto de haver uma preparação prévia, pois era impossível fazer um peito de frango do início desde o momento que o pedido entrou até ao momento em que recebemos o prato, acabou por deixar o frango um pouco seco. 



Melhor ainda estava o Risotto de Bacon, Cogumelos e Alho-Francês, pois nenhum destes ingredientes estava mal cozinhado e todos eram de qualidade apreciável. De referir ainda que as doses de risotto são bastante generosas. 



Surpreendendo pela positiva, pois não sendo a primeira visita ao Risotto já conhecia a qualidade dos pratos principais, a Tarte de Limão Merengada. Um merengue simpático, uma curd de limão que poderia ter um pouco mais de acidez e uma bolacha que se revelou o melhor componente da sobremesa graças à adição de pequenos pedaços de manjericão à sua base.



Se fosse num restaurante próprio este Risotto poderia cobrar mais pelos seus pratos que eu pagaria sem pensar muito. A quantidade e qualidade apresentada são justificativos suficientes. Como está inserido num food court, acaba por se tornar uma opção excelente para uma refeição "not so fast-food".

Risotto
CC Fórum Sintra - Piso 2
Rio de Mouro, Portugal
Click to add a blog post for Risotto on Zomato
Foodspotting
Facebook
Preço Médio: < 10 €

quarta-feira, 15 de julho de 2015

1300 Taberna (Alcântara)

Há muitos anos que não visitava a 1300 Taberna. A única experiência que lá tinha tido foi num Dia dos Namorados, com um menu predefinido e respectivo acompanhamento de vinho. Já na altura tinha ficado com excelente impressão do espaço e, sobretudo, da cozinha praticada pelo chef Nuno Barros, mas tardava por acontecer a oportunidade de poder experimentar o restaurante à carta.
E, eis que finalmente surgiu essa oportunidade, num almoço semanal. Sei que não é um restaurante barato, mesmo com um menu de almoço, que calculo ser mais barato que o de jantar, mas não esperava encontrar uma sala tão bonita numa tão desconsoladora solidão. Bem, ao menos teríamos o serviço e a cozinha praticamente só para nós...
Começámos a refeição com um Gaspacho com Cavala Fumada, que veio substituir (por sugestão do chef) a inexistência do prato de salmão fumado. Não acho que tenhamos ficado a perder com a troca. Pelo contrário, acho que a delicadeza dos sabores do gaspacho se complementavam de tal forma com a subtileza da cavala que saímos a ganhar. Fresco, revigorante e com textura dada pelo pão frito, este gaspacho é uma aposta ganha para tempos mais quentes.



Como o calor já se começava a fazer sentir, também a Terrina de Leitão, Brioche, Laranja e Pimenta Preta é um prato servido frio. O leitão macio e cortado fino brincava com o crocante dos croutons, a doçura da laranja e a envolvência da maionese de pimenta preta. Brincadeiras saudáveis, ou que assim aparentam, numa combinação clássica mas que nos satisfaz o espírito e refresca o espírito.



O Peito de Frango Recheado com Enchidos estava bastante bem executado com o peito a manter-se húmido e macio, algo que nem todos os restaurantes conseguem. Quantas vezes não nos apresentam um peito de frango seco e fibroso? O molho de fricassé um pouco discreto demais e a não fazer a diferença no prato. O ratatouille que acompanha, que nós pedimos para ser trocado por batata migada mas que o serviço gentilmente disponibilizou para que pudéssemos provar na mesma, não convenceu a francesa à mesa com uma versão mais pesada do que seria de esperar.



Vocês não sabem como eu gosto de uma boa bochecha. Sirvam-ma grelhada ou estufada mas é daquelas partes do animal que adoro e peço quase sempre que a vejo numa ementa. Principalmente se forem como estas Bochechas de Porco com Batata Migada e Maçã de Alcobaça que se separam facilmente na inserção do garfo, revelando um interior rosado e macio. Acompanhava com uma cremosa batata migada e balanceava com a acidez do puré de maçã.



Provei ainda umas saborosas Costeletas de Borrego Grelhadas com Couscous e Molho de Iogurte e Hortelã. Muito saborosas e exemplarmente cozinhadas. A sobremesa essa ficou para outras paragens, mesmo sabendo que o bolo de chocolate da Taberna (apelidado de Eusébio, desde os tempos de Oeiras) é um dos ex-libris da casa, mas a curiosidade de experimentar o do Landeau bateu mais forte.



O 1300 Taberna não é um restaurante barato mas apresenta uma cozinha de sabores claros e que justifica o preço praticado. Pratos bem executados, pela mão do chef Nuno Barros, que vão deixando história na cidade de Lisboa. A baixa cozinha, que Nuno Barros começou no 2780 Taberna, não se revela tanto mas parece ainda estar presente em pormenores dos pratos do 1300 Taberna.



1300 Taberna
Rua Rodrigues Faria, 103
LX Factory, Alcântara, Portugal
Click to add a blog post for 1300 Taberna on Zomato
Foodspotting
Facebook
Site
Preço Médio < 40 €