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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Confraria LX (Cais do Sodré)

Nasceu em Lisboa, no LX Boutique Hotel, o irmão mais novo daquele que dizem ser um dos melhor restaurantes de sushi de Cascais, a Confraria, aqui denominado Confraria LX. Mas a fama deste espaço é tal que, para além deste espaço na Rua do Alecrim, também têm uma banca no renovado Mercado da Ribeira. Por isso, toda e qualquer expectativa em torno de uma visita a qualquer um dos seus espaços era alta.
Espaço simpático, com um estilo entre o despreocupado e o chique e um serviço descontraído mas cuidado. Até aqui tudo dentro das expectativas que tinha quanto ao restaurante.
Começámos com umas Gyozas saborosas, com um bom recheio e boa proporção no dumpling entre a massa e o recheio. Uma entrada clássica na maior parte dos restaurantes de sushi e aqui também a não comprometer.


Éramos 3 pessoas e decidimos pedir um combinado de 49 peças, complementado com um pedido à parte de 3 outras peças. O Uramaki Camembert, algo que tinha todo o poder para surpreender, acabou por falhar redondamente. A proporção de camembert era quase inexistente, acabando todo o rolo por saber apenas ao salmão fumado. Poderia ter sido interessante mas não o foi.


Um prato do qual já tinha ouvido falar bastante e do qual tinha alguma curiosidade era o Ceviche Jô, um gunkan de salmão com peixe branco picado e marinado por cima (à semelhança da preparação de um ceviche). Bom peixe mas aqui apresentado com um excesso de cebola no preparado de ceviche, falhando no balanço com uma escassez de acidez nas peças, pedindo até que fosse usado um bocadinho de malagueta para dar mais vida ao gunkan.


Também os Nigiri Skin tinham alguns problemas na sua execução, pois estamos normalmente habituados a que nos apresentem a pele do salmão quente e estaladiça, algo que não aconteceu nestas peças. Pele fria e mole, não aproveitando o contraste de texturas que normalmente existe quando se usa este ingrediente. Bom uso da lima a contrabalançar com a gordura característica da pele e com o molho tare.


Muito melhor e mais consistente o combinado de 49 peças, Garyo. Bom sashimi, nigiris simples mas bem executados, tal como os hosomakis presentes. O uramaki era também de boa execução mas não surpreendente, tal como os gunkan de ovas, ao contrário do gunkan Spice Tuna, com atum picado por cima e um toque de picante bastante interessante.


Em todas as peças havia dois pormenores consistentes. Bom arroz e as peças tecnicamente bem executadas, mantendo a integridade quando se agarrava nelas. Mas não chegou bem ao patamar das expectativas que tinha criado para este restaurante.

Confraria LX
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 40 €

sábado, 29 de novembro de 2014

SushiCafé Oeiras Parque (Oeiras)

O grupo SushiCafé não é uma referência desconhecida quando falamos sobre os melhores restaurantes de sushi na área de Lisboa, mas nunca tinha tido a oportunidade de visitar os seus dois espaços existentes (não estou a contabilizar os seus Sushi Corners), um perto da Avenida da Liberdade e outro no Centro Comercial das Amoreiras.
Mas "se Maomé não vai à montanha, vem a montanha a Maomé" e, para minha felicidade e sorte, abriu um SushiCafé perto da minha zona de residência, no Centro Comercial Oeiras Parque. E esta oportunidade não se podia deixar passar, mais por sugestão da minha cara-metade (e igual glutona quando a sushi se refere) do que por minha sugestão, decidimos investigar este espaço num almoço durante a semana. 
Para restaurante de centro comercial até está bastante apelativo, com um open space contendo uma ilha com balcão, onde podemos apreciar a nossa comida e a dos outros enquanto esta é preparada, e uma zona de mesas mais reservada. O único problema são os bancos comuns a ambas as zonas que não se revelam muito confortáveis.
Sentámo-nos ao balcão, junto à "montra" de peixe, e rapidamente ficámos surpreendidos com a variedade demonstrada, chegando a um total de 6 tipos de peixe (Atum, Salmão, Peixe-Manteiga, Robalo, Carapau e Encharéu), 1 molusco (Polvo) e 1 bivalve (Vieira). Na ementa, várias propostas interessantes, não só de sushi, onde há peças de fusão e peças mais tradicionais, mas também nos pratos quentes, deixando uma grande curiosidade de voltar a este estabelecimento para experimentar esta secção do menu.
Mas esta refeição era para comer sushi e foi isso mesmo que pedimos, começando por uns gunkans de fusão. O Tartar Gunkan revela-se menos surpreendente e a Batata Doce Crocante acrescenta bastante textura mas pouco sabor a uma peça já de si completa. Mesmo sem que este componente se destacasse muito, revelou-se uma peça de frescura exemplar mas de tamanho exagerado, pois só com alguma dificuldade consegui comer a peça de uma só vez.


Mas para verdadeira fusão, o pedido obrigatório é este Gunkan Suzuki, com Robalo, Pancetta e Cebola Frita. Uma verdadeira maravilha, com a gordura da pancetta a encher-nos a boca de sabor e a contrabalançar bem com a doçura da cebola. O peixe, escondido atrás da fatia de pancetta, acaba por brilhar ainda mais enquanto a gordura da pancetta parece fazer sobressair o sabor delicado do robalo. Um delicioso Surf & Turf em forma de sushi.


Tentando experimentar uma maior variedade de peixe, pedimos o combinado Sushi to Sashimi. Infelizmente, este combinado parece que está preparado para apenas 1 pessoa, pois os nigiris são todos de diferentes variedades de peixe, não permitindo que duas pessoas partilhem este combinado e tenham a mesma experiência. Exceptuando isso, fantástico peixe e óptimo arroz. Eclipsou totalmente um tradicional maki de pepino e meteu no bolso um uramaki de salmão, manga e pepino que nada de novo trouxe à mesa, apenas confirmando a qualidade do peixe e do arroz. Mas o melhor neste prato foi o sashimi, de corte um pouco mais grosso do que o habitual, acabando este factor por destacar ainda mais a textura do peixe, que se desfazia na boca.


E como o sashimi foi aquilo que mais nos satisfez, nada melhor que acabar a refeição com um combinado só de sashimi! O combinado Kisetsu trouxe atum, encharéu, salmão, vieira, robalo, polvo e ainda wakame com ikura (ovas de salmão). Exceptuando o polvo, de textura borrachosa e difícil de mastigar, tudo o resto é irrepreensível. As vieiras foram uma boa surpresa pela cremosidade da sua natureza crua e este açoriano encharéu encheu-me as medidas.


Não é um restaurante barato, mas ainda assim acabei a refeição meio deslumbrado pela qualidade do que tinha comido, tanto na facção fusão como na tradicional. O uso da pancetta foi algo inovador para mim e fez-me feliz (porque o bacon torna tudo melhor, não é?) mas a estrela da refeição foi o sashimi experimentado.
Um restaurante capaz de satisfazer todos, dos amantes de sushi de fusão, passando pelos tradicionalistas, aos que nem sushi comem.

SushiCafé Oeiras Parque
Oeiras, Portugal
Preço Médio: < 40 €

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sea Me Peixaria Moderna - Salmon Cheese Poppers

O conceito do Sea Me é bastante vasto, apesar de concentrado nos ingrediente provenientes do mar. Existem 4 possibilidades distintas para se jantar no Sea Me (podendo ainda fazer uma mistura). Podemos petiscar umas vieiras, umas pataniscas e afins. Podemos comer pratos completos como é o caso do polvo à lagareiro ou um peixe fresco grelhado, que podemos escolher da montra de peixe existente. Podemos "mariscar", comendo ostras, búzios e o que mais houver fresco, terminando com uma sobremesa de prego do lombo em bolo do caco (o único prato de carne no menu). E podemos, ainda, viajar até ao Oriente e comer bom sushi e boas tempuras, com alguns toques de fusão. Parece muito? Não parece, é! Mas faz algum sentido no conceito que foi implementado.
Uma das coisas que mais me cativou no Sea Me, foi o atendimento que recebi na minha 1ª visita. Sentado ao balcão, depois de alguns petiscos, eu e a minha fantástica companhia, sentíamos ainda necessidade de algo mais antes de avançar para a sobremesa, e pedimos conselhos ao barman que nos atendeu irrepreensivelmente toda a noite. Perguntou-nos se gostávamos de sushi e, após a resposta positiva, pediu estes Salmon Cheese Popper arriscando o "Se não gostarem, eu ofereço!".


Mas foi um risco calculado, pois ele conhecia a qualidade do que aí vinha. Um roll quente de salmão, queijo creme e molho teriyaki, que nos inundou a boca e que ainda hoje me deixa a salivar com a recordação. Um roll simples, com poucos ingredientes mas consistente na sua realização, tanto técnica como ao nível dos sabores.

Restaurante Sea Me Peixaria Moderna
Rua do Loreto, nº21
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 40 €