sexta-feira, 11 de julho de 2014

Restaurante In Kyoto - Wok & Sushi (Oeiras)

Abriu recentemente, em Oeiras, um restaurante que à primeira vista parece ter um conceito que mistura dois aspectos asiáticos bem nossos conhecidos, o Wok e o Sushi. E se o nome do restaurante me levaria a pensar que os pratos de Wok seriam também com influência japonesa, uma rápida olhadela no menu e dei por mim a pensar "Afinal isto é só mais um chinês com sushi?", com pratos como Arroz Salteado e Porco Agridoce ou Chau Min de Frango e Legumes.


Sendo esta a primeira visita, tentou-se provar um pouco de tudo e abrimos as hostilidades por uns Crepes Japoneses, uma agradável surpresa, sem excesso de gordura, bastante estaladiço e com um recheio que impressionava pela frescura sentida nos legumes usados!


Também a Sopa Miso Shiro estava muito boa com um caldo saboroso, e até um pouco mais "denso" que o habitual, e uns cogumelos finamente laminados que elevavam todo esta Sopa Miso como sendo uma das melhores que já provei.


O Arroz Salteado e Gambas à Tailandesa trazia uma dose de um arroz que, apesar de saboroso, de salteado parecia ter pouco, e as gambas vinham envoltas num ligeiro molho "acarilado", não as afogando em caril, e ainda acompanhadas de umas tiras de pimento vermelho e manga que lhe conferiam uma maior profundidade de sabores. Único problema para o arroz que, para poder ser comido mais facilmente com pauzinhos (Hashi), deveria ser mais pegajoso e unir-se melhor, tornando difícil a tarefa de os apanhar numa fase em que o prato se encontra mais vazio.


O outro prato de Wok pedido, o Arroz Salteado c/ Frango e Molho Picante, trazia o mesmo tipo de arroz mas com uma mistura de frango, cenoura, cebola, algas, cogumelos e alho francês salteados. Saboroso e, mesmo com o pensamento de que provavelmente conseguiria encontrar aquele prato em qualquer chinês ocidentalizado, a qualidade dos produtos e da própria confecção faz a diferença.


O prato de Sushi, um combinado de almoço com 8 hossomakis e 8 uramakis da selecção do chefe (havia a hipótese de serem todos de salmão), acaba por ser talvez o mais fraco, não passando o sushi de medíocre. A qualidade do salmão e do camarão era boa, mas as peças apresentadas não eram surpreendentes nem com uma qualidade acima da média, tanto a nível do arroz, como da própria técnica de enrolar. De notar que das peças, 10 eram de salmão... Talvez fosse interessante usar uma maior variedade de peixes nestes combinados!


E, para mim, a parte menos interessante desta visita, foram as sobremesas. Um Gelado de Chá Verde amargo e sem grande história ou interesse, uma Banana Frita c/ Açúcar com uma boa fritura mas que acaba por ser (só) aquilo que lá está escrito... banana frita e açúcar! E, fazendo mais uma vez lembrar os restaurantes chineses com que cresci, uma Banana Fa Si, uma sobremesa que não acho muita piada por ser algo excessivamente frito com uma calda excessivamente doce... Mas para quem comeu (eu apenas provei), pareciam estar a gostar!




Ou seja, um restaurante que faz lembrar os "sushinês" que ainda existem, mas que ao mesmo tempo consegue apresentar alguma qualidade no que faz, apesar de não surpreender nem deslumbrar.

Restaurante In Kyoto
Rua Doutor José da Cunha, 25A
Oeiras, Portugal
Preço Médio: < 20 € (com sushi à carta deve ficar < 30 €)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Modjo Trendy-HotDog (Lisboa)

Na Travessa Monte do Carmo, nº 19, começou por existir uma pequena casa de hambúrgueres artesanais que não tinha horário fixo e onde se começou a dizer "Aqui se comem os melhores hambúrgueres de Lisboa". Mas depressa precisou de um espaço maior e, curiosamente, uma nova casa de hambúrgueres ocupou o espaço, aproveitando a fama, e até o formato, dos anteriores proprietários para se lançarem. Mas, como também já tinha acontecido com os primeiros donos, estes também precisaram de um espaço maior. A diferença foi que, em vez de deixarem o espaço para um próximo negócio, decidiram ser eles a lançar o próximo negócio, acredito eu que tentando capitalizar o enorme sucesso que já tinham. E depois da moda dos hambúrgueres, porque não, a moda dos cachorros quentes?
O espaço levou algumas obras e uma decoração renovada e melhorada, mas continua a ser minúsculo. A diferença é que se quando se tentava ir à Hamburgueria do Bairro (penso que já tivessem adivinhado de que "franchises" estava a falar...) havia uma fila de espera gigante, que quase nos levava a voltar para trás e procurar outra solução no Príncipe Real... e opções de qualidade não faltam naquela zona!
Mas, quando perto das 13 horas, entro no espaço, vejo que está... vazio! Zero clientes! Bem... por um lado, vou-me despachar mais depressa do que contava, mas por outro lado parece-me um pouco desencorajador entrar, para almoçar, num restaurante vazio. Sei que é um restaurante recente (aberto a 12 de Junho), mas já era conhecida a mudança (lembro-me de ter visto numa TimeOut de Abril, se não me engano).



A ementa tem várias propostas cativantes e que fogem à ideia que fomos ganhando dos cachorros nos últimos anos, um pouco por influência da Hot Dog Lovers, e parece-me ser esse o factor diferenciador dos cachorros da Modjo! Para experimentar, nesta primeira visita, foi pedido um Gipsy, um Cazanova e para acompanhar uns Onion Rings e uns Cheese Bites.
Os Onions Rings (Aros de Cebola) estavam muito bons, bem fritos e estaladiços, sendo acompanhados por um, também muito bom, molho de pickles! A combinação funciona bastante bem e cumpriu perfeitamente a sua função de "finger food" enquanto aguardamos a chegada dos cachorros.


Já os Cheese Bites (ou aquilo a que na ementa é chamado também de Croquetes de Mozzarela), e atenção que esta é uma entrada que costumo pedir sempre que há, desiludiram-me bastante! A massa que rodeia o queijo era muito grossa, o que não deixou o queijo no interior derreter correctamente, acabando por falhar no papel de "gulosice" para qualquer fanático de queijo derretido. Felizmente, mais um óptimo molho, desta vez com grãos de mostarda, que ainda deixou o ar de sua graça, mas que não conseguiu salvar a opinião com que fiquei dos Cheese Bites.


E como o restaurante estava quase vazio (já tinham entrado mais 2 ou 3 pessoas...), os cachorros não demoraram muito, causando um óptimo impacto ao nível visual.
O Cazanova, composto por Salsicha de Porco, Bacon, Batata Palha e Molho Barbecue, é bastante simples, mas todos sabemos que isso nem sempre é um defeito. E, se este cachorro tinha tudo para correr bem, falhou nalguns pontos que me parecem básicos mas de fácil correcção, acabando por não deslumbrar. O pão é claramente massudo demais para este tipo de recheio, e se ao início podemos não reparar, acreditem que se torna um ponto fulcral quando já vamos a meio e já estamos cansados deste pão! Mas não é só no pão que a execução deveria ser melhorada... O bacon deveria ser mais estaladiço e a falta de molho imediatamente a seguir à salsicha torna o cachorro um pouco seco. O grande ponto positivo deste cachorro é sem dúvida a qualidade da salsicha. O sabor sobrevive a todos os problemas apontados e só ela nos faz querer continuar a comer o cachorro, depois de alcançarmos a sua metade!


Já o Gipsy consegue superar facilmente o problema do pão e da falta de uma segunda camada de molho (ou neste caso Queijo Cheddar) muito graças à Cebola Caramelizada e a uns fantásticos Cogumelos salteados, que encaixam na perfeição com a Salsicha de Porco, e até nos fazem esquecer o pão! Um pouco perdida a nível de sabor fica a Alface Iceberg, mas acaba por dar alguma textura ao cachorro! O Queijo Cheddar, que aqui faz o papel de molho, não é esmagador, deixando os restantes ingredientes brilharem.


Acaba por ser um conceito de que gosto e que acho ter potencial para trazer mais uma "moda" para Lisboa (serão os cachorros a moda para 2014/2015?), mas que parece precisar ainda de alguns acertos na execução, principalmente na escolha do pão!

Modjo Trendy-HotDog (Príncipe Real)
Travessa Monte do Carmo, 19
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 10 €

terça-feira, 1 de julho de 2014

Restaurante Pizza na Brasa (Paço de Arcos)

Houve uma altura da minha adolescência em que grande parte dos jantares de grupo eram organizados na Pizza na Brasa, na altura ainda localizada em Santo Amaro de Oeiras, pois os menus de grupo eram baratos e a comida tinha uma qualidade bastante aceitável. Mas à medida que iam reestruturando o menu, apresentando algumas combinações inovadoras nas pizzas, a sua vertente que aliciava grupos de jovens a encher o espaço às Sextas e Sábados ia sendo cada vez mais desleixada, chegando a sair do restaurante com fome, algo que considero inadmissível num rodízio de pizzas.
2014 trouxe à Pizza na Brasa uma nova localização, com vista à redinamização da marca em Oeiras, que me parecia longe dos seus tempos áureos, e tentando aproveitar um espaço (o antigo Wall Street na Quinta da Fonte) com características diferentes mas que permitem à marca explorar mais o horário de almoço do que no espaço anterior.
Novo espaço, mas uma ementa com muitos aspectos semelhantes à antiga, principalmente a aposta em pizzas com ingredientes que não costumamos associar a pizzas, como é, por exemplo, o caso da Pizza Alentejo com Entremeada Grelhada. Ficamos assim com um menu que parece tentar viajar pelo mundo inteiro mas que não vai muito longe, pois falha em alguns aspectos da concretização.


Pedi uma Pizza Azeitão D.O.P. (Queijo de Azeitão D.O.P. , Mozzarella D.O.P., Bacon e Azeitonas) pois sou um guloso por queijo derretido e, achei que o sabor forte do Azeitão fosse contrastar bem com um Bacon estaladiço, usando apenas o Mozzarella como ingrediente de ligação, ao invés de o usar como queijo predominante. Mas infelizmente, nem o Azeitão se sobrepôs muito ao Mozzarella, nem o Bacon vinha estaladiço como eu teria imaginado, deixando-me com a impressão de que não sendo uma má pizza, não é uma pizza que volte a pedir!
Para a sobremesa ficou a verdadeira desilusão. O Cheesecake de Morango, uma sobremesa a que raramente resisto, esteve vários pontos abaixo da média. Tendo uma base sólida e boa, nada mais se aproveitava no cheesecake. O creme era mais uma espécie de semifrio de nata, com um semifrio de morango por cima, finalizado com um doce de sabor não-caseiro.


Talvez consigam tornar o negócio mais rentável, utilizando o meio empresarial envolvente, mas, numa altura em que as pessoas querem qualidade nas suas refeições fora-de-casa, poderiam rever alguns aspectos da concretização da ementa, trabalhando com melhores ingredientes e tentando trabalhá-los melhor.

Restaurante Pizza na Brasa (Paço de Arcos)
Estrada Paço de Arcos, 85 - Quinta da Fonte
Paço de Arcos, Portugal
Preço Médio: < 20 €

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Restaurante Dim Sum (Oeiras)

A ideia que tínhamos da comida chinesa está a mudar! Cada vez mais as pessoas estão mais interessadas em comer bem e a chegada do segundo restaurante cantonês a Oeiras é prova disso!
Entramos e deparamo-nos com uma sala grande, com muita luz natural durante o dia, com mesas bem espaçadas, fugindo à ideia pré-concebida da decoração dos restaurantes chineses (e que o próprio Yum Cha Garden tem), parecendo até um pouco intimidante, mas com a chegada dos empregados percebemos que é apenas a decoração que tem esse efeito. O serviço do restaurante é bom, mas vai-se tornando consideravelmente lento quando a sala começa a encher.

Massa Cantonesa com Gambas e Porco
Quando nos é entregue o menu percebemos que iremos ter alguma dificuldade na escolha, pois tanto a secção de Dim Sum, como a secção de pratos completos é bastante extensa e são precisos vários minutos para se conseguir chegar a um consenso do que pedir, visto que para duas pessoas eu aconselharia 5 ou 6 escolhas diferentes de Dim Sum.
Para quem acha que isto é comida muito estranha e preferem fugir a sete pés para rapidamente mergulharem num Porco Agridoce, leiam melhor as ementas e irão perceber que há itens perfeitamente normais com ingredientes com que nos conseguimos identificar. Claro que não digo para irem directamente para a Salada de Medusa ou para as Línguas de Pato, mas arrisquem nalgumas coisas.
Tendo já lá ido duas vezes, devo destacar aquele que é o meu favorito e que agrada facilmente a muita gente, o Pão Cantonês com Carne de Porco Assado! Umas bolinhas de pão docemente gulosas com um recheio simples e saboroso, que peca apenas pela proporção.
Para mim este é aquele que devem pedir sem pensar duas vezes.

Pão Cantonês com Carne de Porco Assado
Mas, como disse, a ementa é extensa e existem várias opções de qualidade e que são apostas seguras para os menos audaciosos. Podemos sempre pedir os Crepes Vietnamitas que nos farão recordar dos típicos "crepes chineses", ou os Bolinhos de Gambas e Cebolinho Chinês que parecem pequenos tortellonis, mas recheados com gambas e cozidos a vapor.

Crepes Vietnamitas
Bolinhos de Gambas e Cebolinho Chinês
Também boas opções se revelaram o Nabo Frito que continha pequenos bocados de porco assado e as Vieiras ao Vapor com Alho, com um intenso sabor do alho frito por cima de uma fatia do molusco.

Nabo Frito
Vieiras ao Vapor com Alho
De referir ainda uns bons Wan Tan Fritos que mereciam mais recheio mas que estavam soberbamente estaladiços e para os mais doceiros as Bolinhas com Doce de Amendoim, que são umas bolas recheadas com amendoim (não completamente manteiga pois tinha muitos bocados praticamente inteiros) e com côco ralado por cima.

Wan Tan Fritos
Bolinhas com Doce de Amendoim
Apesar de nem tudo ser fantástico, não houve nada que eu não tivesse gostado, sendo o prato mais fraco os Chocos Fritos, que são parecidos com uma patanisca de choco mas com o choco a ser cortado fino demais e sem aquele sabor e textura que associamos ao choco frito.

Chocos Fritos
Frango em Folha de Bamboo
Não é uma experiência assim tão diferente daquilo a que estamos habituados, e acredito que também não será uma experiência igual à que teríamos num restaurante na província de Cantão, mas é um passo mais próximo de conhecermos a gastronomia de uma cultura diferente da nossa, e isso vale sempre a pena!

Restaurante Dim Sum
Rua Coro de Santo Amaro de Oeiras, 8D
Oeiras, Portugal
Preço Médio: < 20 €

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Restaurante Via Graça - 1º Foodie Meetup by Zomato

Pode parecer estranho que eu pouco escreva (seja aqui ou na página de Facebook do Devaneios) e das últimas vezes que isto aconteceu, refiro bastante a Zomato. Mas toda a publicidade que eu possa fazer à plataforma é pouco, porque a verdade é que chegaram para dinamizar a área como ninguém o tinha feito até agora e cujo sucesso espero que continue a aumentar!
Neste âmbito, e para promover o convívio de alguns dos seus utilizadores mais assíduos, a Zomato decidiu organizar o 1º Foodie Meetup no Restaurante Via Graça, tendo tido o prazer de ser um dos seus convidados.
Este é um restaurante que pode parecer um pouco perdido no meio de Lisboa, numa rua difícil de alcançar, com pouco estacionamento e prédios que facilmente passam despercebidos, mas que esconde uma das melhores vistas da cidade de Lisboa. Chegar a este restaurante ainda de dia e acompanharmos a mudança de iluminação sobre a cidade é realmente algo deslumbrante!

(Foto retirada do site do Restaurante Via Graça)

A refeição preparada pelo chef João Bandeira (também responsável pelo Restaurante A Casa do Bacalhau) consistia em 5 pratos com uma forte componente tradicional mas onde se notava sempre um toque bastante pessoal na elaboração do prato.


Os medalhões de vieira a abrir estavam bem cozinhados, com uma textura perfeita. O molho de caril era suave e ajudava a complementar a conjugação vieira/castanha, mas o pormenor que tornava isto mais do que um simples prato eram os bagos de pimenta rosa. O único ponto menos bom neste prato foi a utilização das ovas de vieira. Nunca tinha provado as suas ovas, e na altura não sabia o que era, mas mesmo sendo um fã de ovas, estas não me convenceram e acho que a sua utilização em nada melhorou o prato.


Em seguida chegou um prato que, na verdade, eram dois. De um lado um arroz de polvo malandrinho, com o polvo a desfazer-se e o arroz basmati no ponto certo de cozedura, apenas com um pequeno excesso de sal, mas ainda assim muito bom. Do outro lado, um polvo à lagareiro, que oferecia mais resistência aos dentes que o utilizado no arroz, mas ainda assim macio. O polvo vinha numa cama de pimentos (vermelho, amarelo e um padrón) que é um ingrediente do qual não sou fã (excepto dos de padrón) e frequentemente ponho para o lado no prato. Mas estes não... até estavam agradáveis e limpei o prato (dizer isto de pimentos é um grande elogio)! Quando o prato nos foi apresentado, era incendiado um ramo de alecrim, que apesar de deixar, por breves instantes, um aroma simpático no ar, pouco mais trouxe ao prato a nível de palato.


E o 3º prato era, para mim, o mais esperado e aquele que mais expectativas tinha, devido ao uso de Sames (ou Samos) de bacalhau, ou seja, da bexiga natatória do bacalhau. É um ingrediente do qual eu nunca tinha ouvido falar mas que me deu uma curiosidade imediata. E para mim foi o prato da noite! A feijoada estava fantástica, com um caldo apuradíssimo que fazia brilhar todos os componentes do prato. Os sames em si, são bastante bons, com uma textura que pode não agradar a todos mas que me agradou e um ligeiro sabor a bacalhau.


Passamos então ao prato de carne, e último prato antes da sobremesa. Uma empada de caça (perdiz, javali, lebre e faisão) em que apesar das carnes serem todas cozinhadas individualmente, a sua junção funcionava na perfeição, não deixando as carnes secas como muitas vezes acontece neste tipo de pratos. Os grelos salteados que acompanhavam o prato apresentavam ainda alguma textura, e eram realmente muito bons. O único senão foi o facto de ter trincado um pequeno osso, mas numa preparação tão exigente percebo que deslizes destes possam acontecer.


Não sendo eu um grande fã de doces, a sobremesa era o prato pelo qual eu tinha menos expectativas, e talvez por esse mesmo motivo, foi um prato bastante surpreendente e que quase me fez reconsiderar tudo aquilo que alguma vez disse sobre doces e o quão bem eu passo sem sobremesas. Uma coisa vos garanto, se todas as sobremesas fossem assim, eu teria o triplo da barriga (e ela não é propriamente pequena!).
Um fondant de caramelo perfeito, com um nível de gulosice gigante e acompanhado por um gelado cítrico que cortava na perfeição cada colherada naquele fondant que eu desejava nunca ter acabado. Mas felizmente a porção foi grande o suficiente para me satisfazer e pequena o suficiente para me deixar a sonhar com ela.
Um fim de refeição numa nota altíssima.


Uma refeição memorável com alguns pontos melhores que outros, mas tornando o Via Graça um restaurante a considerar seriamente para ambientes requintados e até de algum romantismo. Toda esta experiência foi também memorável pela companhia presente tornando-o numa experiência bastante enriquecedora.
Para último queria deixar um agradecimento enorme à Sara, ao Neel e ao Miguel, que tão bem receberam os foodies e que foram uns anfitriões espectaculares.

Restaurante Via Graça
Rua Damasceno Monteiro, 9
Lisboa, Portugal
Preço Médio: < 60 € (Baseado não no menú de degustação experimentado mas na ementa disponível no site do restaurante)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Passatempo "Jamie Oliver - Refeições em 15 Minutos" com parceria Ler Y Criticar!

Para comemorar o 3º aniversário do Ler Y Criticar (31 dias, 31 passatempos!), um blog literário do qual sou um fã confesso e que sigo desde o início, vamos lançar um passatempo conjunto! Para se habilitarem a ganhar o livro "Jamie Oliver - Refeições em 15 Minutos" apenas têm que:

- Ser fãs ou seguidores do Devaneios de um Foodie



- Ser fãs ou seguidores do Ler Y Criticar



- Ir ao link do passatempo, preencher os vossos dados e confirmar!


É assim tão simples!!

Não deixem de acompanhar os restantes passatempos que o Ler Y Criticar já lançou e que continuará a lançar! Da minha parte resta-me desejar-vos Boa Sorte, agradecer ao Luís Pinto pelo convite e desejar um Feliz Aniversário ao Ler Y Criticar, desejando-lhe muitos mais anos com a qualidade que nos tem habituado!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Filme "O Chef"



Desde a chegada da Zomato a Portugal, que tenho sido um membro activo da sua comunidade, partilhando as minhas opiniões (ainda que de forma mais curta do que aquilo que costumo fazer aqui no blog). Foi esta empresa que me deu a oportunidade de assistir ao visionamento para a imprensa do filme "O Chef".
Sem a expectativa de ver um filme que fosse ganhar um Oscar, o (óbvio) atraente deste filme é a sua temática (e também o seu fantástico elenco). Os últimos filmes que vi sobre cozinha foram Comme Un Chef e Soul Kitchen e apesar de serem filmes engraçados e com alguma qualidade ao nível de "Food Porn", não se compara com este Chef! Em vários momentos do filme, dei por mim a salivar desesperadamente... e pelas reacções ouvidas pelas minhas vizinhas foodies não fui o único a sair daquele filme com uma fome de tamanho considerável.


Tudo começa com um chef de renome, num estabelecido restaurante, que se deixa afectar pela péssima review de um "Food Blogger", é despedido e decide então mudar a sua vida arranjando uma Food Truck que o revitaliza e faz com que toda a sua vida dê uma volta de 180º. Como história geral poderia ter sido encaixado em qualquer outro tema e poderia funcionar, não tornando este filme em algum fantástico pela história ou pelas interpretações, visto que à parte de Jon Favreau nenhuma das interpretações é acima da média.
Mas o que para mim tornou este filme apelativo e que no final me fez sair da sala com um sorriso e a pensar sobre diferentes aspectos é o facto de tocar em alguns pontos bastante fulcrais.
Qual é a relevância social e qual a importância que os chefs realmente atribuem ao que se escreve em blogs por pessoas que, como eu, pouco percebem do aspecto técnico da cozinha e apenas conseguimos avaliar as sensações e impressões que os pratos cozinhados nos transmitem (e prefiro referir apenas blogs, sem mencionar revistas/jornais com críticas gastronómicas realizadas por quem realmente percebe do que fala).
E por falar em sensações, será que um chef que cozinha sem alma e sem paixão, consegue cozinhar bons pratos que farão o cliente acreditar que quem cozinhou tal prato colocou nele toda a sua alma, toda a sua paixão gastronómica? Porque cozinha não é só a junção de vários ingredientes de forma a criar sabores que sejam agradáveis ao palato. Cozinhar é transmitir sensações. É despertar memórias. É explorar "mares nunca dantes navegados".
A necessidade de os chefs mudarem de rumo, e terem a capacidade para se reinventarem, seja apostando numa cozinha de vanguarda, seja largando tudo e voltando às raízes que primeiramente os apaixonaram pela cozinha, revitalizando-os a si e à sua comida. Até que ponto isto tem que ser feito dentro de um espaço fechado e não pode ser feito numa roullote? Lisboa começou este ano com o Lisboa Sobre Rodas e esperemos que possam surgir mais iniciativas destas por todo o país!
Na era tecnológica que vivemos, quão facilmente outras pessoas podem ser, ou não, afectadas pelas opiniões que nós ("food bloggers", "foodies", comilões, comensais ou pessoas que apenas gostam de comer) escrevemos e de que forma isso se reflecte na imagem de um restaurante. Falando por mim, sei que é raro considerar ir a algum restaurante sem consultar alguns blogs e opiniões pessoais sobre o mesmo!


Uma última menção para esta imagem da Scarlett Johansson a comer uma tigela de pasta... Fez-me lembrar os gemidos de Nigella Lawson!

"O Chef" estreia dia 29 de Maio nas salas portuguesas! Quando tiverem a oportunidade de o ver, não se esqueçam de vir ao Devaneios de um Foodie (seja aqui no blog ou na página do Facebook) deixar a vossa opinião!