quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O Devaneios esteve na TV...

...mais precisamente no Você na TV, com Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira! E o que fui lá fazer? Falar sobre sushi! Não sou um especialista na matéria, mas sou sem dúvida um entusiasta e um fã de sushi, e, por isso mesmo, a Zomato forneceu o meu contacto à TVI para que pudesse participar num mini debate que iriam promover sobre o tema, opondo 3 pessoas que gostam de sushi a 3 pessoas que não são apreciadoras. Para ajudar à conversa, ainda tive a oportunidade de provar algumas peças preparadas pelo Marcus Araújo, o sushiman do Coral Sushi Concept, e que estavam fantásticas!
É um tema que tem potencial para muito mais, e onde poderia haver um maior debate de ideias, tentando perceber e aprofundar melhor os porquês das pessoas não gostarem, dando a experimentar diferentes variedades e combinações. A semana passada lancei um artigo sobre este mesmo assunto (cuja leitura recomendo a amantes de sushi e não só!) e que me parece enquadrar-se perfeitamente neste debate.
Deixo-vos com o vídeo do segmento onde participei!

Foto by Coral Sushi Concept

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Musashi Sushi Fusion (São Domingos de Rana)

Se alguma vez já ouviram o nome Musashi Sushi Fusion, é provável que a primeira pergunta que façam é "Qual deles? E qual é a diferença entre os dois estabelecimentos?". Se à primeira pergunta vos consigo responder facilmente a segunda já é mais complicada. 
Este restaurante fica perto do E.Leclerc de São Domingos de Rana e não, não sei qual é a diferença entre este estabelecimento e o existente na Parede (nas costas do Pingo Doce). Apenas sei que os dois têm o mesmo nome e o mesmo logo, mas não se relacionam em mais nada. Isto faz-me alguma confusão e não percebo bem o porquê de assim ser, acabando por criar alguma confusão na cabeça dos clientes que pensam que ir a um sítio ou a outro é indiferente. 
Nunca tendo ido a nenhum deles, e apesar de ter maior curiosidade em relação ao Musashi na Parede, a escolha acabou por recair no de São Domingos de Rana apenas pelo facto de terem All You Can Eat durante a semana.
Chegando ao restaurante perto das 14 horas senti-me um pouco desencorajado por apenas se encontrarem mais 2 pessoas, mas como já passava um pouco da hora de almoço normal e a localização do espaço não me parece atrair muita gente de zonas empresariais decidi abstrair-me desse facto.


Primeiro vieram para a mesa uns Temakis simpáticos, mas é um tipo de peça que não me agrada muito pois é realmente importante a qualidade da alga (e a forma como se trabalha) para que consigamos ultrapassá-la facilmente em cada dentada, algo que aqui não aconteceu. Ainda assim, boa qualidade de arroz e de salmão.




Os rolos que se apresentaram a seguir mostraram que a qualidade do Sushi é um pouco acima da média, com um especial destaque para o rolo frito que vinha bastante estaladiço. De forma menos positiva, a apontar o facto de que falta alguma consistência na forma como os rolos são feitos, tendo visto alguns erros na proporção de ingredientes, disposição incoerente e até algum desleixo na forma como fazia os rolos. Ainda assim, algumas combinações saborosas...


O prato de Sashimi que chegou à mesa apresentava um salmão de boa qualidade, um peixe branco (que não sei identificar) que depois de cortado foi cozinhado recorrendo a um maçarico que estava bom e de algumas fatias de atum que não me convenceram. A qualidade do atum parecia-me algo duvidosa revelando uma textura áspera e que me leva a crer que não seria muito fresco.


Para acabar um rolo com abacate que trazia um molho um pouco enjoativo, que dominou todo o palato devido à quantidade apresentada. 


Em todo a refeição, o serviço pareceu-nos estranho, e por o restaurante estar tão vazio, acabámos por nos aperceber numa relação muito dominante da dona perante o sushiman que parecia não o deixar à vontade para criar o que quisesse. Esta relação também se notou aquando o pedido do último rolo em que nos sentimos algo pressionados pela veemência demonstrada para dizermos o que queríamos no rolo.
Saí do restaurante com o sentimento de que apesar de não ter sido uma má refeição, não é um espaço ao qual pense voltar brevemente nem no qual pensarei quando quiser ir a um serviço All You Can Eat...

Foodspotting
Musashi Sushi Fusion
São Domingos de Rana, Portugal
Preço Médio: < 30 €

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

La Folie (Ericeira)

Um restaurante no centro da Ericeira, que já foi um restaurante italiano/pizzaria e que agora se anuncia como um Bistro. Bem, na verdade, e após a primeira passagem de olhos pela ementa, parece continuar a ter o mesmo conceito onde foram adicionados alguns pratos mais diversificados. Mas a primeira passagem pela ementa não é suficiente para nos ajudar a decidir seja o que for porque a lista é um tanto ou quanto extensa com tanta coisa que eles desejam inserir na ementa.
Mas lá acabei por decidir, meio duvidoso ainda, sem muita certeza do que me apetecia comer ou que tipo de cozinha achei que melhor poderia ser desempenhada, pelo Stir-Fry de Atum, um prato cozinhado no Wok com Arroz, Brócolos e Cogumelos Frescos.


Apesar de as expectativas não serem muito altas, ainda assim não deixou de ser um prato que me surpreendeu pela positiva. O arroz vinha cozinhado na perfeição, com um molho de Soja e Gengibre que envolve todo o prato, funcionando na perfeição para juntar todos os elementos e ainda com um bocadinho de malagueta finamente cortada a dar uma componente ligeiramente picante muito interessante. Bons brócolos, pouco cozinhados, a oferecerem a resistência ideal ao dente e bem acompanhados pelos cogumelos frescos salteados. Mas o que mais me surpreendeu foram os cubos de atum, que apesar da sua dimensão mais diminuta, vinham bem cozinhados, com o seu interior ainda cru.


Para finalizar a refeição, um Tiramisù com pouca história. Agradável, fresco mas sem deslumbrar ou encantar por demasia.

La Folie
Ericeira, Portugal
Preço Médio: < 30 €

terça-feira, 28 de outubro de 2014

HotDog Cascais (Boca do Inferno)

Reza a lenda que os melhores cachorros de Cascais (e depois de Lisboa) nasceram de uma pequena carrinha instalada, desde o final dos anos 80, no Mexilhoeiro, entre a Casa da Guia e a Boca do Inferno. Foi depois aberto um espaço no Centro Comercial Riyadh para poder alojar uma loja dedicada a estes mesmo cachorros! Do conceito desta loja Hot Dog Cascais, nasceu outra em Cascais, a Hot Dog da Villa (na rua do Santini), e posteriormente a criação da marca Hot Dog Lovers, já em Lisboa, sendo que nenhum dos dois espaços posteriores têm qualquer relação com a loja original.
A popularidade manteve-se e a carrinha ainda lá está, ao fim destes anos todos. Se o dia estiver bom, e o sol brilhar, irão encontrar esta carrinha com uma esplanada, que tem uma das melhores vistas da Linha, e alguns dos melhores cachorros que irão comer em Portugal.


Na minha mais recente visita decidi experimentar o Chilly Dog, um cachorro com a típica salsicha, cebola, batata palha e chilli picante. O pão é de uma qualidade fantástica, feito exclusivamente para estes cachorros, mas este não é, para mim, o aspecto principal destes cachorros. Gosto da forma como a doçura da cebola joga com o picante do chilli e a batata frita dá-nos mais um nível de textura. Gosto da simplicidade de estar sentado numa esplanada a olhar para o Oceano Atlântico e poder desfrutar de algo simples e saboroso.
Até pode não ser o melhor cachorro do mundo, ainda que bastante bom, mas a forma como a experiência se reflecte em nós não é só devido ao sabor da comida. Experimentem isto, vão fazer praia para a zona de Cascais ou Guincho e ao fim da tarde, antes de irem para casa, passem na Boca do Inferno e experimentem um dos cachorros... vão ver que não se vão arrepender!

HotDog Cascais
Cascais, Portugal
Preço Médio: < 10 €

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Uma viagem pelo sushi ou o porquê de não querer voltar ao Nagoya (Oeiras)

Acredito que alguns de vós irão acabar de ler este artigo com uma enorme vontade de me chamar "food snob" ou algo do género. Sei também que existem muitos fãs do(s) Nagoya(s) por aí fora, e este artigo é especialmente para vocês. 
Existe toda uma evolução natural para quem começa a comer sushi. Primeiro pensamos que peixe cru é esquisito. Não o queremos, preferimos até repudiar e dizer que gostamos da nossa comida cozinhada. Mas na verdade não fazemos a mínima ideia do que falamos. Achamos até que o sushi cheira a uma praça ao sábado de manhã. Mas temos uns amigos que gostam de sushi e até já há uns restaurantes que têm buffet de comida chinesa e japonesa, por isso já podemos ir com os nossos amigos e eles vão comer sushi enquanto nos refugiamos na comida chinesa, ou até no teppanyaki.
Mas já agora porque não provamos? Tiramos meia dúzia de rolos que os nossos amigos dizem estar "muita" bons. A maior parte não nos agrada, apenas um ou outro parecem provocar de forma positiva o nosso palato. Mas também não é assim tão mau, pois não? Depois começamos a descobrir que não são só os restaurantes chineses que servem sushi em grandes quantidades e baixos preços. Existem também alguns restaurantes como o Sakura ou o Nagoya, espalhados um pouco por toda Lisboa.
Começamos a experimentar coisas diferentes, a maior parte com queijo Philadelphia, e começamos a achar mais piada. Até existem algumas coisas com gambas panadas ou pele de salmão grelhada! Uau, afinal isto é bom. Ainda não achamos uma piada por aí além a coisas mais simples como sashimi, nigiri e hosomaki e, sinceramente, não sabemos bem o que estes nomes significam. Mas aqueles rolos com o arroz por fora, morango, salmão e queijo eram fantásticos! E começamos a ficar viciados. Rapidamente precisamos da nossa dose mensal de sushi, e arranjamos um destes sítios para nos satisfazer.
Mas queremos mais. Há restaurantes que praticamente só servem sushi de fusão e é isso mesmo que nós gostamos. São restaurantes mais caros do que o que estamos habituados mas queremos experimentar para perceber se a diferença de preço vale a pena. E é aqui que iremos seguir por um de dois caminhos. Ou não queremos dar este passo e estamos satisfeitos com a qualidade do sushi que comemos nesse momento, ou então vamos continuar à procura da melhor qualidade porque a ânsia de comer melhor sushi é grande.
Os restaurantes que começamos a frequentar têm a possibilidade de pedir combinados de sushi e sashimi. Apesar de não sermos grandes fãs de sashimi, começamos a ganhar-lhe gosto. E a diferença entre estes restaurantes de sushi e os que frequentávamos anteriormente? Abismal! O peixe é muito mais fresco e isso nota-se na textura e sabor. Começamos até a reparar em pequenas nuances como a qualidade do arroz, da alga ou da soja, Isto sim é sushi, pensamos nós. Habituamo-nos a novos padrões de qualidade, aprendemos a distinguir os diferentes tipos de peça e até começamos a pedir cada vez mais sashimi, havendo sempre uma preferência pelo peixe A ou B. 
Era mais ou menos neste ponto da viagem que me encontrava da última vez que fui ao Nagoya de Oeiras. Aproximava-se a hora de almoço e andava já com algumas vontades de sushi. Para não se gastar mais 4 ou 5 euros por pessoa, optámos por voltar ao Nagoya e assim poder saciar a nossa fome com muita quantidade e qualidade média. Mas as coisas já não funcionam assim. Fazemos toda a refeição no Nagoya com a clara sensação que este restaurante já não serve para as nossas necessidades. Nem  o preço baixo ou a possibilidade de comer tudo o que desejarmos é suficiente para compensar a qualidade medíocre de todos os aspectos do sushi que pedimos. Peixe de fraca qualidade, excepto o salmão. Arroz excessivamente compacto e sem sabor. Os rolos mais originais a apresentarem-se com peças inconsistentes e enjoativos no meio de tanto molho e mistura. 




Saio do restaurante com um desejo que não foi aplacado. Há apenas uns anos atrás este restaurante teria sido mais do que suficiente para eu ficar satisfeito e sentir que tinha recebido a minha dose mensal de sushi. Mas as coisas mudam e esta viagem parece-me ser quase inevitável para toda a gente que, como eu, está sempre à procura de melhor qualidade nas suas refeições. 
Se ainda não começaram a comer sushi, podem começar por este tipo de restaurante, sendo que a minha preferência vai claramente para o Sakura. Se já passaram esta fase, então tudo o que leram até agora não foi novidade nenhuma. Mas se se encontram neste tipo de caminho, vão por mim e comecem a procurar novos restaurantes. Por mais meia dúzia de euros conseguimos já boas opções para almoçar ou jantar!
Eu não sei bem em que ponto me encontro, mas sei que tenho ainda um longo caminho a percorrer. O último passo foi experimentar fazer sushi em casa. Se foi bom? Mau não foi. Para uma primeira vez até fiquei bastante satisfeito, mesmo com alguns erros cometidos quanto ao arroz. Deu, pelo menos, para acalmar a chama que o Nagoya não conseguiu apagar.




Podem agora chamar-me "food snob" se quiserem, mas acredito piamente que o gosto pelo sushi é um gosto que se vai adquirindo e refinando. Temos que saber por onde começar e que caminho seguir. Se tivermos alguém que nos possa guiar por estas andanças melhor ainda. Mas não desistam se não gostarem da primeira vez que experimentaram sushi. Tentem antes descobrir quais serão os restaurantes que têm sabores que mais irão de encontro às vossas preferências. Normalmente estes restaurante serão restaurantes de fusão, mas procurem um que seja bom e que tenha boas críticas online, por exemplo. O gosto pelo sushi é uma porta difícil de abrir, mas quando o conseguimos fazer é todo um caminho desbloqueado para novos sabores e experiências.

Nagoya
Oeiras, Portugal
Preço Médio: < 20 €

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Bistrot O Porto (Tavira)

Tavira, como qualquer cidade algarvia que se vê preenchida por milhares de turistas nos meses de Verão, tem opções de todo o género para jantar, com boas e más opções, e algumas, como o Bistrot O Porto, fugindo ao tradicional restaurante algarvio, apostando em cartas simples, de influências mediterrânicas, com produtos frescos e muitas vezes locais. Ou seja, um bom porto de partida para novas experiências.
Perto do cais de partida do barco para a Ilha de Tavira, a escassos metros do antigo (e restaurado) Mercado de Tavira, fica um restaurante pequeno e com um aspecto acolhedor. Ao entrar, rapidamente reparamos na ementa escrita na ardósia, descrevendo os pratos através dos seus ingredientes, sem grandes floreados e tentando transmitir a simplicidade da sua cozinha.
Enquanto esperávamos que nos recebessem, o que demorou mais tempo do que seria expectável parecendo que os empregados passavam por nós sem repararem, ou havendo até empregados encostados ao balcão, o que nos levou a crer que seria tudo menos um funcionário, pudemos interiorizar o espaço e começar a ler o menu. O serviço em si foi um pouco lento e despreocupado durante toda a refeição. Mas essa espera teve um aspecto positivo, pois permitiu-nos ler e reler a ementa, sendo que quando finalmente nos sentámos e trouxeram a ementa, já não precisámos de olhar para ela pois já tínhamos escolhido.
Para começar, uns refrescantes Figos Recheados com Requeijão e Presunto. Uma combinação agradável entre a (não excessiva) doçura dos figos e do requeijão, com o salgado do presunto, este fatiado de forma um pouco mais grossa que o desejável. O prato ficaria completo com umas folhas de rúcula, de sabor forte e apimentado, bastante diferente da rúcula que habitualmente nos servem e, por isso mesmo, um ingrediente bastante interessante.


A ementa levou-me a desejar pratos simples e a escolha para prato principal acabou por recair numa Pasta com Molho de Tomate, Feta e Pecorino. Bastante simples, de bons sabores, com um "feeling" leve onde fiquei a desejar que houvesse um pouco mais do molho de tomate e que este tivesse um pouco mais de acidez. Ainda assim, um bom prato, simples e com bons ingredientes. Provei ainda a Pasta com Choco com um fantástico tagliatelle caseiro, fino e leve.


Cheguei ao fim da refeição a sentir-me saudável e até um pouco leve. Para que voltasse a sentir-me normal decidi pedir o Cheesecake para a sobremesa. Mas até este cheesecake é diferente dos restantes, não deixando de quase parecer saudável. Sendo um cheesecake cozinhado, não perdeu a leveza e doçura do creme, aliando a isso uma base. Em vez do tradicional topping, este cheesecake vinha acompanhado com uma metade de pêssego em calda e uma calda de pêssego, funcho e mel (pelo menos foi o que me foi dito pela senhora que nos estava a atender). Uma boa combinação de sabores e um bom culminar de refeição, a demonstrar uma consistência notável na ementa ao longo de toda a refeição, tanto ao nível da confecção como na lógica de ter pratos que combinem bem entre si.


Um bom restaurante, fiel aos seus princípios e aos produtos frescos e de qualidade. Preços justos e adequados à ementa, com a componente mediterrânica a sobressair. Mesmo para quem gosta, como eu, de grandes quantidades de carne e/ou peixe, deixem-se levar pela cativante e interessante ementa.

Bistrot O Porto
Tavira, Portugal
Preço Médio: < 30 €

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Zomato Foodie MeetUp @ Caseiro (Arneiro)

Parece que a cada post que faço acabo por falar na Zomato, mas a verdade é que a forma como andam a dinamizar a comunidade foodie, promovendo vários convívios que dão a oportunidade de trocar ideias com outros amantes de comida e, no meu caso, poder conhecer algumas pessoas cujos blogs já seguia, é única no país e merece ser referenciada.
Desta vez o convívio, e respectivo jantar, foi no Caseiro Arneiro, um restaurante já meu conhecido e que aprecio bastante. Uma excelente escolha para carne ou peixe, sempre com bons produtos e bem confeccionados! Podem verificar a minha review Zomato que contém algumas fotos.
Para este evento, foi-nos reservada uma mesa de canto na sala do piso inferior, onde poderíamos também desfrutar de alguma música de piano ambiente, com um senhor que passou a ser apelidado de "Tony Bennett Português" a cantar. Tinha-me ficado bem só com o piano, acabando os dotes vocais do senhor por não ajudar ao ambiente de conversa que se proporcionava na mesa. Uma nota negativa também para os organizadores do espaço que utilizam um sofá bastante desagradável, ao longo da parede, para acomodar os comensais. Muito desconfortável para fazer uma refeição inteira.

Foto cedida por Zomato e tirada por Dora Carrilho
Mas somos foodies e o que queremos é comer, não sem antes a característica foto do prato, que neste caso foi replicada por toda a mesa. Acaba por se tornar engraçado, uma mesa de 12 pessoas onde todos tiram a foto à travessa à vez, passando a travessa uns aos outros, não para nos servirmos, mas para tirarmos uma foto.
Uma generosa travessa de Arroz de Tamboril, com bom caldo, bastante saboroso e os pedaços de tamboril cozinhados na perfeição sendo bem acompanhados por umas gambas de tamanho médio. Também o arroz não falhava no ponto de cozedura, tornando o nível de confecção de todos os componentes do prato acima da média.


Já a sobremesa não deslumbrou tanto como o prato principal. Um semifrio de nata com chocolate (penso que seja a Delícia de Chocolate à Caseiro) derretido por cima. Simples de sabores e relativamente agradável, mas não seria uma sobremesa que repetisse.


Mas, como os anteriores Foodie MeetUp onde tive a oportunidade e prazer de estar presente (Via Graça e Faz Figura), estes eventos valem principalmente pelo convívio e boa disposição que rodeiam a mesa. Para mim, que já tinha experimentado o Caseiro, achei que o prato servido foi um bom "cartão de visita" e que deixou curiosidade de voltar às restantes pessoas. Mas, para um Foodie MeetUp, e comparando com aqueles em que estive anteriormente, seria de esperar um pouco mais de atenção por parte do restaurante, dando a conhecer a sua história e tentando cativar-nos a todos a voltar e recomendar.

Foto cedida por Zomato e tirada por Miguel Alves Ribeiro
Para mim, continua a ser uma referência de qualidade para jantares de família, com fantásticas opções de carne e de peixe, mas passarei a recomendar a sala de cima apenas, que é mais agradável (depois de ultrapassarmos a cor forte).

Caseiro Arneiro
Arneiro, Portugal
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Preço Médio: < 20 €