quinta-feira, 9 de abril de 2015

Churrasqueira Al's (Sassoeiros)

Há muitos anos atrás ia ao Al's porque era o único sítio que conhecia que servia spare ribs. E uso este termo específico para denotar a diferença que há para a forma de confecção do nosso entrecosto. Sim, são a mesma peça, mas no Al's serviam a peça como a vemos em tantos vídeos de programas norte-americanos e depois cobriam-no com um guloso molho barbecue.
Muitos anos passaram e quando voltei a esta churrasqueira apercebi-me que as coisas tinham mudado. Sim, continua a ser um bom entrecosto, mas já não é o mesmo que estava guardado nos confins da minha memória... Agora é apenas um bom Entrecosto grelhado. Nem sequer é muito bom, é apenas bom. 


Para a sobremesa, um Cheesecake que pouco tinha de cheese, safando-se pela compota que servia de topping. Mas, mais um prato de nível médio e sem especial nota digna de menção.


Bem melhor o T-Bone Steak que provei. Boa carne, bem temperada e com boa temperatura. Se ao menos tivesse pedido esta costeleta tinha ficado bem melhor servido...
E já agora, porquê esta vontade de meter em inglês o nome de pratos que têm tanto de estrangeiro como eu de extra-terrestre? Se não é em nada diferente do que podemos encontrar noutros lados, não faz sentido...

Churrasqueira Al's
Sassoeiros, Portugal
Preço Médio: < 20 €

terça-feira, 7 de abril de 2015

O Bolo da Marta (Alcântara)

Não é todos os dias que vou ao LX Factory, mas andava curioso em experimentar O Bolo da Marta, na livraria Ler Devagar. Por si só, a livraria é daquelas que merecem ser visitadas, mas quando a isto juntam um café que serve bolos com base de suspiro, bastante semelhante a uma pavlova, então torna-se uma visita obrigatória.
A base de suspiro bastante saborosa suportava bem, e sem se desfazer, o doce de limão e sementes de papoila. Um conjunto que funcionaria na perfeição não fosse os bocados de casca de limão presentes no topo que dão um toque excessivamente amargo e não são muito agradáveis de mastigar. Ficaria muito mais satisfeito caso a raspa fosse finamente raspada mas, ainda assim, são bolos que valem a pena a ida até à LX Factory.


O Bolo da Marta
LX Factory, Alcântara, Portugal
Facebook
Preço Médio: < 10 €

segunda-feira, 6 de abril de 2015

1º Dia no Street Food European Festival (Estoril)

Era inevitável fazer uma visita ao Street Food European Festival, que se encontra a decorrer nos jardins do Casino Estoril até dia 12 de Abril. Já vos falei sobre algumas das expectativas que tinha para o evento e quais os participantes que considerei mais apelativos (aqui), mas a verdade é que ainda que a comida tenha correspondido ao que pensava, a organização do evento esteve muitos furos abaixo do que um evento deste género merecia. Comecemos por falar em vários pontos que terão de ser melhorados.


Sabia de antemão que seria necessário trocar dinheiro real por uma moeda fictícia usada para o evento, os "Streets", mas nada me preparou para as condições ridículas que este processo envolve. Existem 3 pontos de venda para este efeito, e apenas 1 pessoa é atendida de cada vez, o que leva a que um evento que deveria esperar milhares de pessoas apenas consiga atender 3 pessoas de cada vez. Claro que com a afluência de gente do primeiro dia, as moedas estavam constantemente a acabar, resultando nuns fantásticos 50 minutos de espera para trocar o dinheiro. Dinheiro esse que não é devolvido caso não seja usado. Visto não haver preços pré-definidos (como, por exemplo, no Peixe em Lisboa), isto leva-nos a tentar adivinhar um valor que servirá para comer e beber, correndo o risco de atirar demasiado por cima e acabarmos por gastar dinheiro que não será usado. E, mesmo sabendo que existem multibancos próximos do recinto, poderiam ter uns terminais de pagamento para facilitar a vida às pessoas. Metade deste problema foi ultrapassado às 15 horas (3 horas depois do evento abrir) quando autorizaram as bancas a negociar directamente em euros. Claro que as bancas não iam preparadas para isto, gerando também alguns problemas, inclusive a falta de recibos/facturas ou o facto de não terem troco para dar às pessoas. Só na compra de "Streets" é que poderíamos pedir uma factura.


Quanto ao espaço em si, seria simpático mais sombras e mais lugares para as pessoas se sentarem. Mais cadeiras, mais mesas, uns chapéus de sol ou até uma tenda com mesas corridas e bancos, uma miniatura do Festival do Caracol Saloio ao nível de logística de sentar se houver espaço, junto de outras pessoas. A inexistência de casas de banho também não faz sentido, não servindo a desculpa de existirem casas de banho nos cafés e restaurantes à volta do recinto. Pede-se que um evento destes tenha pelo menos meia dúzia de casas de banho portáteis para servirem para qualquer urgência. Poderiam também disponibilizar um mapa do recinto, com os locais onde se encontram os participantes, as casas de banho (caso existissem), os pontos de venda de bebidas, troca de moedas, etc. Claro que este mapa só seria válido caso todos os participantes anunciados estivessem presentes, o que não aconteceu, não sabendo se a culpa será da organização do evento ou dos responsáveis das food trucks em si. Mas se anunciam 60 food trucks (11 internacionais) não podem depois ter só metade, sendo que apenas me lembro de ver 3 internacionais: Crabbie Shack, Mozao e Fresh Rootz.


O horário também me parece meio estranho. A hora de encerramento ao fim de semana é discutível (poderia ser mais tarde), mas durante a semana o evento fechará às 20 horas. Para quem pensa sair do trabalho e passar lá para jantar terá que ir cedo. Alargando o horário mais 2 horas poderiam cobrir e atrair mais gente que queira ir experimentar o Street Food European Festival ao jantar, durante a semana.
Mas calculo que o maior problema tenha sido as baixas expectativas quanto à quantidade de pessoas que iriam frequentar o festival. Só dessa forma se justifica a escassez de "Streets" que depois infectou as food trucks começando a haver escassez de produtos em muitas. Penso que quase todas as bancas passaram por esta falta de stock. Não percebo a falta de precaução existente para evitar este tipo de situações. Sei que o espaço de armazenamento não é muito numa food truck e o volume de negócio do primeiro dia deve ter superado largamente aquilo a que estarão habituados, mas deveria haver métodos mais eficazes para precaver estas eventualidades. Agora, ao fim de 4 horas de festival já terem a banca encerrada por falta de stock?


Ridículo é haver uma exclusividade na venda de bebidas básicas (estou, como é óbvio, a falar de água!) para alguns stands. Se estiver a pedir comida e me apetecer beber água tenho que ir para uma fila de 20 pessoas, numa banca exclusiva? Não estou a falar de cerveja, falo de água! Porque acreditem que depois de 50 minutos de espera, ao sol, para trocar as (depois) inúteis moedas, eu vou pedir algo para comer e já agora peço uma água para me refrescar. Porque terei que passar por duas filas diferentes para isto? Se houvessem pontos de venda de bebidas de 10 em 10 metros talvez não me chateasse mas da forma como o recinto está organizado, torna-se bastante chato.


Passemos agora ao que de bom existe no festival, a comida! Sim, porque apesar de criticar muita coisa, nem tudo foi mau. O meu objectivo inicial, e que consegui cumprir, era experimentar, pelo menos, uma das bancas nacionais e uma das internacionais.
Comecei por me dirigir à banca que mais curiosidade suscitava, o Crabbie Shack, mas a fila era muito extensa (algo que foi constante durante as várias horas que estive no evento) e desisti dessa ideia. Deixarei o Soft Shell Crab Burguer para uma segunda visita. A segunda food truck internacional que me deixava a salivar era o Bunsmobile mas depois de duas voltas ao recinto descobri que não se encontrava presente. Quando andei a pesquisar quem vinha ao festival, baseei-me na lista que a Aptece, organizadora do evento, publicou aqui e assumi que na abertura estariam já todos os participantes presentes, mas ficaram longe disso.


Portanto, o passo lógico foi dirigir-me à food truck nacional da Conceito Food Store, para poder perceber que ofertas teriam disponíveis. Um menu muito variado, com propostas muito apelativas, e com a curiosidade de ter um menu de degustação (entrada, prato, sobremesa e copo de vinho, se não me engano) por 18€. Não é barato, mas é uma refeição completa, num conceito diferente. A minha escolha caiu sobre o Croissant de Salmão e confesso-vos que a primeira coisa que impressionou foi a parte visual. O chef Daniel Estriga não se descorou na exigência da apresentação da sua comida, fugindo ao estigma que a street food muitas vezes tem. Croissant quente e torrado com o salmão a dar um bom contraste de temperatura, sendo bem acompanhado por beterraba e algo que pareceu ser uma maionese caseira com um sabor muito ligeiro. O croissant era mais maçudo que o desejável e teria apreciado alguma acidez no conjunto mas, de forma geral, subtileza de sabores num bom início, deixando-me a salivar pelo resto da ementa.


Não havendo Charcutaria Lisboa, foi a Tasca Itinerante a escolhida para dar o seguimento à refeição, com uma óptima e generosa Tábua Individual, composta por 1 pão, 4 tipos de charcutaria e 4 tipos de queijo. Todos os ingredientes de óptima qualidade (pão inclusive), desejando apenas que o presunto tivesse sido cortado um pouco mais fino, mas nada de grave.


Faltava-me provar algo internacional e, depois de ouvir bons comentários de quem foi comigo, acabei por ir ao Mozao, a food truck que veio de Itália. Pensava que serviam tigelles mas parece que o conceito que trouxeram foi diferente, mostrando aos portugueses o Gnocco Fritto, um produto típico da região de Emilia-Romana. Massa saborosa, estaladiça por fora e fofinha por dentro, havendo a opção de pedir no seu tamanho tradicional, num prato com mortadela e salame, ou em versão XL, mas recheado. Experimentei o Gnoccolone Carbonara, que é recheado com uma pasta de natas e depois de frito é-lhe colocado uma finas fatias de (algo que parece) lardo por cima. Pedia-se mais recheio mas exceptuando isso, muito bom!


Acabámos esta primeira visita com um bom café no Coppenhagen Coffee Lab.


Continuo a achar que o festival merece uma visita e tenciono regressar ao Estoril para experimentar mais pratos. Esperemos que a organização consiga trabalhar nos pormenores que estão a falhar para poderem encerrar este primeiro Street Food European Festival em grande. A ideia do projecto é fantástica, a sua concretização é que ainda tem muitos degraus para subir.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cantina LX (Alcântara)

A LX Factory, para os lados de Alcântara, começa-se a tornar uma zona cada vez mais activa, não só pela quantidade de pequenas empresas que mudaram para lá as suas instalações, como pela oferta gastronómica, com propostas para todos os gostos e feitios. Desta vez, tive a oportunidade de experimentar o restaurante Cantina LX.
O primeiro aspecto a saltar à vista é a decoração do espaço, usando peças que transmitem um ar antiquado e caseiro. Tudo neste espaço foi reaproveitado de antigas instalações fabris, e a forma como o espaço foi montado dá-lhe um ar vintage o que faz com que fiquemos a olhar à volta, curiosos com o que nos rodeia. Um dos pontos onde mais recaiu o meu olhar é o forno a lenha que está na sala e onde a maior parte dos pratos são cozinhados.
Apesar de quererem recriar um ambiente descontraído, não é necessário que o serviço acompanhe tanto esta tendência, passando o estado descontraído para aparentar ser desinteressado. O tempo de demora na recolha do pedido, quando já tínhamos avisado que estávamos prontos a pedir, é injustificado pois podíamos ver os empregados sem nada para fazer.
Saltando as entradas, que não experimentei nesta minha primeira visita, passámos directamente para os pratos principais onde consegui ir provando aquilo que à minha volta se ia degustando. Boa Alheira em Costa de Sésamo, com bons bocados de carne na alheira e uma crosta estaladiça a dar algum contraste ao prato. A cama de couve e broa a apresentar-se excessivamente gordurosa, algo que se verificou em praticamente todos os acompanhamentos apresentados.


A Bochecha de Porco Ibérico a sofrer de uma falta de sabor que não é característico quando se cozinha este tipo de carne. Faltava-lhe vivacidade e brilho, ainda que estivesse praticamente a desfazer-se. Mas a maleita de falta de sabor transparecia para as migas, que ainda padeciam do excesso gordura verificado nos outros acompanhamentos.


Melhor a Costeleta de Vitelona, com a carne bastante suculenta e cozinhada no ponto (médio-mal claro está!). Bastante saborosa a carne, e sem grandes invenções no tempero, deixando o matéria prima brilhar. Também saborosa a cama de vegetais onde a enorme costeleta vem, mas vêm a nadar num banho de azeite altamente desnecessário.


Já o Arroz de Amêijoas, que acompanhava as Almofadinhas de Bacalhau, apesar de cozinhado no ponto e não sofrer do excesso de gordura dos outros pratos, pecava pela falta de sal, tornando-o meio sensaborão. O mesmo não se podia dizer das almofadinhas. Bom recheio de bacalhau, cremoso e a contrastar bem com o crocante da massa brick.


Optei por não comer sobremesa, pois queria satisfazer uma das minhas curiosidades doceiras que se encontra apenas umas portas abaixo, mas isso deixo para um próximo post.
Apesar de a comida ser acima da média, acabei por não ficar maravilhado com o que me foi apresentado. Pequenos pormenores a fazer a diferença entre aquilo que poderia ser uma fantástica refeição mas que não passou de boa. Nota-se que os produtos são bons mas a confecção não está à altura dos mesmos.

Zomato
Cantina LX
Rua Rodrigues Faria, 103
LX Factory, Alcântara, Portugal
Facebook
Preço Médio: < 30 €

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Street Food European Festival no Estoril de 4 a 12 de Abril

Foto retirada daqui
De 4 a 12 de Abril irá realizar-se o Street Food European Festival, integrado no World Food Tourism Summit, que se realizará em paralelo entre os dias 8 e 11 de Abril. Os jardins do Casino Estoril vão ser o centro das atenções gastronómicas durante 1 semana e por todas as melhores razões!
A entrada no evento é gratuita, mas a compra de comida e bebida nos veículos é concretizada através de senhas próprias compradas em locais específicos, indicados para o efeito.

Foto retirada daqui
Para mostrar aos portugueses que a Street Food não serve só para nos alimentar em noites de exageros, este festival irá trazer inúmeras propostas originais e com conceitos bastante interessantes.
Do lado da street food internacional, sim porque também irão estar presentes bancas de outros países, tenho curiosidade em todos, mas o que eu gostava mesmo era que viesse o The Frenchie UK com o seu Duck Confit Brioche (review disso aqui)!
Podem consultar aqui uma lista (praticamente) completa dos participantes confirmados, mas deixo-vos com alguns comentários quanto aos que maior curiosidade me suscitam.

Duck Confit Brioche @ The Frenchie - Camden Lock

Participantes Nacionais:

- CaxoRRolote (site) - Parece que têm combinações originais de hot dogs, incluindo um Hot Dog Francesinha. Sem dúvida algo a averiguar...

Foto retirada daqui
- Charcutaria Lisboa (site) - Charcutaria portuguesa e queijo... será sem dúvida uma das bancas mais pecaminosas deste festival.

Foto retirada daqui
- Copenhagen Coffee Lab (site) - Café de alta qualidade numa marca recentemente aberta em Lisboa. 

Foto retirada daqui
- Focaccia in Giro (site) - A street food italiana parece estar na moda em Lisboa este ano, por isso é uma boa oportunidade de experimentar este conceito.

Foto retirada daqui
- Maria Wurst (site) - Mais uma banca de hot dogs, mas esta virada para a vertente alemã.

Foto retirada daqui
- Piadina, Wine & Co - Na mesma onda da street food italiana, será interessante comparar as propostas entre as duas bancas desta área, ainda que o seu foco principal sejam produtos diferentes.

Foto retirada daqui
- Walkamole - A comida mexicana também está na moda e aqui poderemos experimentar burritos com diferentes recheios.

Foto retirada daqui
- Tasca Itinerante - Que interpretação será dada à comida portuguesa na street food? Curioso para perceber que tipo de petiscos servirão.

Foto retirada daqui
- A Boémia - Mesmo conceito da Tasca Itinerante, a mesma curiosidade da minha parte.
- Conceito Food Store (site) - Um restaurante com comida de autor, pela mão do chef Daniel Estriga, com uma roullote de street food? Se já tinha curiosidade em visitar o restaurante, mais curiosidade tenho em ver as propostas que farão parte do menu desta banca.

Foto retirada daqui
- Cucina - Mais comida italiana, sendo que parece ter um menu mais diversificado, com pizzas à mistura. 

Foto retirada daqui
Participantes Internacionais:
- Bunsmobile (site) (Alemanha) - Várias combinações possíveis no pão, desde o típico hambúrguer até à barriga de porco.

Foto retirada daqui
- Food Nomads (site) (Espanha) - Parecem ter duas vertentes, uma de crepes e outra de "Bread & Meat", mas não percebo se realizam ambas na sua food truck ou se apenas uma dessas componentes se apresentará no Estoril. Pessoalmente, as propostas que existem no Bread & Meat parecem ser mais interessantes.

Foto retirada daqui
- B-Gourmet (site) (França) - Hambúrgueres e bagels franceses com combinações baseadas em produtos locais, ou seja, da zona de Nantes.

Foto retirada daqui
- Black Spoon (site) (França) - Food truck com pratos inspirados nalgumas ex-colónias francesas, nomeadamente Senegal e Mali.

Foto retirada daqui
- DogTown (site) (Inglaterra) - Mais "Meat in Tube Form" mas desta vez vinda de terras de Sua Majestade. Muitas propostas interessantes, ainda que não pareçam particularmente inovadoras.

Foto retirada daqui
- Fish & (Inglaterra) - O prato mais famoso de Inglaterra chega a Portugal!

Foto retirada daqui
- Fresh Rootz (site) (Inglaterra) - Porque a street food não é só hambúrgueres e cachorros, uma banca só com comida vegetariana.

Foto retirada daqui
- Crabbie Shack (Inglaterra) - Hambúrgueres com Soft Shell Crab! Não preciso dizer mais nada não é?

Foto retirada daqui
- Fu-Schnikens (Inglaterra) - Um menu variado mas onde o prato forte parece ser uns pães chineses com diferentes recheios.

Foto retirada daqui
- Mozao (site) (Itália) - Mais street food italiana, mais pães recheados, desta vez tigelle! Ainda assim, o interesse é grande.

Foto retirada daqui
- Ciacha (site) (Polónia) - Não consigo perceber bem qual o conceito mas parece ser à volta de um tubo de pão recheado.

Foto retirada daqui

segunda-feira, 30 de março de 2015

100% Hamburgueria (Telheiras)

Segundo a Zomato, existem 143 hamburguerias abertas na zona da Grande Lisboa! Começa a ser difícil distinguir entre tantas. Aliás, parece que já foi tudo visto e repetido nesta moda de hamburguerias. E esta 100% Hamburgueria não foge à regra. Tem todos os grandes ingredientes para ser (apenas) mais uma hamburgueria. Vejamos...
Começámos a refeição com umas Lascas de Batata bem fritas e estaladiças. Boas, sem excesso de gordura e com maionese de ervas normal para acompanhar.


Pedimos também um Bolo do Caco com manteiga de alho que estava a anos-luz da qualidade daquilo que os restaurantes madeirenses servem. Um excesso de oregãos atirado para cima do bolo do caco, complementado com uma manteiga de alho sem grande história.


Pedi o Hambúrguer Picanha, composto por 160 gramas de picanha, rúcula, tomate, mozzarella e bacon. Um hambúrguer simpático, apesar de poder ter um bocadinho mais de sal, com ingredientes medianos, sem acrescentarem muito ao conjunto. Podiam ter usado o tomate um pouco mais maduro, escusava de ser da cor da alface. Também as batatas fritas não são merecedoras de grande destaque.


Não me importo que haja hamburguerias, pois são (e serão) sempre opções rápidas e baratas para uma refeição, mas tem que começar a haver, pelo menos, uma maior preocupação com a qualidade dos ingredientes apresentados e a consistência com que são cozinhados. Não peço muito mais que pão fofo, de preferência ligeiramente torrado, carne de qualidade e bem temperada e toppings com alguma qualidade.

100% Hamburgueria
Telheiras, Portugal
Preço Médio: < 10 €

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ristorante Massarella (São Domingos de Rana)

Este é capaz de ser dos poucos restaurantes do qual me considero um cliente assíduo. Não tanto por ir ao restaurante propriamente dito, mas pelo uso constante do seu serviço de Take Away! Ligando cedo, e quase independente da quantidade de pratos pedidos, ao fim de 15 minutos lá está o pedido pronto e sempre com uma qualidade acima da média, apesar de haver pequenas oscilações de qualidade.
Mas desta vez a experiência, ainda que com a comida ao nível a que já estou habituado, não foi tão satisfatória pela demora exagerada de tempo entre as entradas e o prato principal (aproximadamente 45 minutos).


Começámos a refeição com um Pão de Alho com Queijo simpático, com o pão ligeiramente mal cozido (o que para mim é um ponto positivo) mas que merecia uma mais generosa e melhor distribuição do queijo. Pode ser só uma questão para mim, mas sou demasiado guloso com este tipo de entradas e gosto que todo a fatia esteja coberta de queijo!


O Bife Massarella, um bife panado com molho de tomate e natas, sendo depois gratinado com queijo, para mim o "ex-libris" da casa, chega após uma demora que me parece exagerada, mas a qualidade está toda lá e percebemos que sai do forno directamente para a mesa! Existe a hipótese de podermos pedir de vitela ou de frango, mas das vezes que pedi o de vitela nem sempre vem mal passado, enquanto que o de frango acaba por vir bem cozinhado e ainda húmido. Para pratos principais, o restaurante tem ainda boas pizzas, de massa fina e estaladiça e bons risottos.


O Tiramisu, ainda que não seja um dos melhores (ou mais bonitos) que já experimentei, é bastante saboroso e a adição do morango fatiado ajuda a cortar o doce, contrabalançando surpreendentemente bem.
De forma geral, é um dos melhores italianos da zona, e com uma razoável relação qualidade/preço!

Ristorante Massarella
São Domingos de Rana, Portugal
Preço Médio: < 30 €