segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Escondidinho (Mem Martins)

Gosto de uma boa francesinha... Não sou um especialista na matéria mas sou capaz de fazer alguns quilómetros para comer uma francesinha, mesmo arriscando-me a que não se revele tão boa como uma mais próxima de casa (já falei sobre essa aqui). Há uns meses disseram-me que havia um restaurante em Mem Martins que tinha como especialidade da casa as francesinhas, tendo inclusive uma de atum (que vim depois a perceber que é de pasta de atum e não bife de atum)! Mas onde em Mem Martins? Numa ruela difícil de explicar e encontrar, ou não fosse este um restaurante chamado O Escondidinho.
Não foi fácil lá chegar, e se não fosse a excelente integração da Zomato com o Google Maps acho que seria ainda mais complicado, mas ao entrarmos no restaurante deparamo-nos com um espaço de ar castiço e um serviço bastante simpático. Apesar de um menu de almoço com alguns pratos apelativos, deslocámo-nos propositadamente a Mem Martins para comer francesinhas e foi exactamente isso que pedimos.
A Francesinha Suprema pecou pela qualidade da carne, que se mostrou pouco macia mas que foi sendo compensada pela boa salsicha fresca e pela excelente linguiça. Pena também o pão não estar torrado, já que foi amolecendo à medida que ia absorvendo um molho saboroso mas mal balanceado, onde se denotava um sabor excessivo a cerveja e onde se notou a falta do picante. Em cima de tudo, uma boa dose de queijo e um ovo estrelado. Ah... ia-me esquecendo de mencionar que a francesinha também levava fiambre, mas a verdade é que o próprio se perdeu no meio de ingredientes com sabores muito mais activos.



Bastante melhor a Francesinha à Casa, onde o fraco bife de vaca é substituído por um bife de porco macio e saboroso, igualmente bem acompanhado pela salsicha e pela linguiça. De resto, os mesmos pontos altos e baixos que na francesinha anterior. Ambas as francesinhas foram acompanhadas por uma boa dose de batatas fritas caseiras onde falhou o sal, mas que serviram bem o seu propósito.



Não conheço muitas opções em Mem Martins mas se estiverem na zona têm aqui o que me parece ser uma aposta segura para almoçar. Num possível "roteiro de Francesinhas", não acredito que valha a pena a viagem, face à relação qualidade/preço apresentados.

Zomato
Foodspotting
O Escondidinho
Rua Particular à Travessa do Lavadouro
Mem Martins, Portugal
Preço Médio: < 20 €

quinta-feira, 21 de maio de 2015

LXeeseCake (Alcântara)

Não sou uma pessoa doceira. Prefiro empanturrar-me com os pratos "salgados" do que acabar a refeição com a boca doce. Mas existem excepções na vida para (quase) tudo e, neste caso, abro sempre uma excepção quando vejo Cheesecake na ementa.
Em 2014, abriu o LXeeseCake no sítio mais hipster (escrito sem qualquer conotação depreciativa) da cidade de Lisboa, o LX Factory! Este espaço promete cheesecakes à americana (cozidos no forno) que podemos encomendar, levar para casa ou comer uma fatia na própria loja.
Nesta primeira visita, provámos primeiro o Lemon Pie Cheesecake. Uma fatia muito alta mais do que suficiente para qualquer guloso com apetites extra ou de boas dimensões para dividir. Um merengue interessante, bastante acima da média das Tartes de Limão Merengadas que tenho experimentado, mas sem ser fantástico. Recheio alto, suave e com boas acentuações cítricas mas um sabor ligeiramente mais amanteigado do que o desejável. Pena foi a base de bolacha que se apresentava bastante ensopada, e numa proporção bastante reduzida quando comparada com as restantes camadas. Não dava aquele contraste de textura que procuro num cheesecake.



Também o mesmo problema da bolacha se apresentou no Banoffee Cheesecake. Melhor estava o recheio, que enganava aparências com o seu visual massudo para depois revelar-se suave. Um topping bem balanceado e, felizmente, não sendo excessivamente doce. Pensei que tal pudesse acontecer, pois sei que a preferência de muita gente vai para um caramelo de sabor intenso e este acrescentava apenas a doçura necessária, sem se tornar enjoativo.



Não foram os melhores cheesecakes que provei, mas não deixam de ser muito bons e com uma variedade interessante o suficiente para justificar mais visitas! Basta dizer que poderemos apanhar combinações como: Pêra Rocha e Gengibre ou Chocolate, Baileys e Avelãs. Se a tudo isto juntarmos um serviço muito simpático, ficamos com um sítio muito bom para adocicar a boca.

Zomato
Foodspotting
LXeeseCake
Rua Rodrigues Faria, 103
LX Factory, Alcântara, Portugal
Facebook
Preço Médio: < 5 € (Fatia + Chá/Água)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Frankie Hot Dogs (Campo Grande)

Fui finalmente conhecer uma das grandes novidades de 2015 e que mais buzz tem estado a gerar: o Frankie Hot Dogs. Não sei se 2015 será o ano dos cachorros quentes, mas o Frankie vai ficar marcado pela rápida crescente na sua fama. Abriu em Fevereiro e tem já para cima de 130 críticas e 272 votos na Zomato, por exemplo. A sua localização é fantástica para um público alvo jovem (à porta do Colégio Moderno e colado à Cidade Universitária) mas será que toda esta popularidade e hype irá corresponder à qualidade do restaurante?
Aproveitando uma promoção 2 por 1 na Time Out Lisboa, decidimos juntar alguns membros da família e tentar marcar mesa para uma 5ª feira à noite. Aqui começam os meus problemas e ainda são alguns ao nível de organização e estrutura do restaurante. Se aceitam marcações de mesa mas não têm um serviço de pedidos à mesa, então todo o processo de pré-pagamento, sentar, comer e sair tornar-se-à mais lento. Prova disso foi o anúncio, na página oficial de Facebook, no dia seguinte a esta visita e depois de uma breve conversa com um dos responsáveis pelo espaço, de que iriam deixar de aceitar reservas. 
Quanto à forma de pagamento, honestamente, não sou um fã de pré-pagamentos em restaurantes com espaço próprio. Acho que só complica e aumenta tempos de espera. E foi exactamente isso que me aconteceu. 



Chegámos à hora marcada, sentámo-nos e fomos à parede onde se encontra o menu. Também não sou um fã de menus expostos apenas na parede mas aqui faz um pouco mais de sentido porque fica virado para quem está na fila de pagamento. Apenas precisa de mais luz naquele canto para se poder ver melhor. Depois de todos termos escolhidos, fomos para a fila, onde esperámos 30 minutos até podermos fazer o nosso pedido! Estava muita gente na fila mas não acho que justifique os 30 minutos só para pedir. Quando fizemos o pedido foi-nos dito que teria uma demora estimada de 25 minutos, que nós aceitámos porque já eram perto das 21h e não nos apetecia estar a sair dali para procurar uma opção em cima do joelho. Lá nos aguentámos mais 30 minutos de espera pela comida! Estamos a falar de hot dogs e não de haute cuisine
Ao fazermos o pedido, decidimos pedir também as sobremesas pois não existia qualquer vontade de voltar para a demorada fila. Ponto positivo do serviço, que foi sempre prestável e simpático, foi a disponibilidade com que reservaram de imediato as sobremesas pedidas, pois também já se encontravam perto de esgotar.
Quando as bebidas chegaram à mesa, uma simpática e saborosa Limonada de Morango, vinham à temperatura ambiente e sem qualquer gelo, pois este tinha acabado e a pequena máquina disponível não conseguia dar vazão à quantidade necessária. Durante toda a refeição fomos pedindo mais gelo que lá foi chegando à mesa em pequenas porções.
Ao fim de 30 minutos começou a comida a chegar à mesa. Um bom Corn Dog, algo ainda pouco visto na cidade lisboeta, com uma generosa salsicha de aves envolta numa estaladiça e saborosa polme.



A execução dos Onion Rings também estava acima da média. Mais uma boa polme, mais leve que a utilizada para o corn dog, a envolver os aros de cebola bem fritos e estaladiços.



No campo dos acompanhamentos, experimentámos as duas variedades de Batatas Fritas, normais e as Frankie. Ambas (bem) fritas com casca, a diferença está no queijo e bacon que cobrem as Frankie. Gulosas e com uma boa injecção de colesterol.




Como bom curioso gastronómico que sou, fiz questão de conseguir provar todos os cachorros diferentes que vieram para a mesa. O Sweet Mango Hot Dog, com a salsicha de aves a ser coberta de uns bons legumes frescos salteados, a ter um bom balanço de doçura sem que o molho de manga agridoce se tornasse predominante.



Excelente o Frankie 4 Fingers, onde a salsicha alemã é envolvida em onion rings incompletos (no tempo de espera fui observando a cozinha e apercebi-me que são escolhidos aros não fechados para facilitar a montagem) e coberta com pequenos pedaços de bacon. O molho de barbecue liga bem com o de mostarda e mel, dando acidez e ligando todos os restantes ingredientes. Este foi o melhor cachorro que experimentei nesta refeição.



O hot dog do mês, a Frankiesinha, desiludiu um pouco naquilo que é mais importante numa francesinha: a qualidade do molho. Não picante e com um sabor atomatado demais. Os restantes ingredientes eram bons, especialmente a linguiça, mas o fiambre parecia meio perdido na combinação. Para este cachorro é utilizado uma salsicha Frankfurt. Numa ementa relativamente pequena, é de louvar a variedade de salsichas disponíveis (penso que eram 6 diferentes).



Um dos hot dogs que mais expectativa tinha criado era o Tuga, especialmente pelo seu aspecto visual. Aquele ovo estrelado por cima da salsicha, em conjunto com o bacon, fizeram maravilhas no meu imaginário. Pena foi não ter correspondido às expectativas. Para além de ser mais estético que funcional, pois o ovo em cima do cachorro em nada facilita a forma como o comemos, não apreciei totalmente a salsicha (e eu que até sou fã de uma boa salsicha fresca), e achei que faltava algo mais ao cachorro. O molho de mostarda e mel ou o bacon não foram suficientes para elevar este cachorro ao patamar que merece.



Uma boa surpresa foi o Chilli Hot Dog, com ingredientes saborosos e que fazem sentido juntos. É inevitável a comparação com o concorrente respectivo da marca Hot Dog Lovers, mas este não fica muito atrás. Falta-lhe um maior nível de picante e de topping. O pão, igual para todos os cachorros, é muito bom e diferente do que estamos habituados.



Experimentámos as duas sobremesas disponíveis nesse dia. Se o Cheesecake de Manga correspondeu às expectativas e cumpriu o seu propósito de adoçar a boca, uns bons furos abaixo esteve a Mousse de Lima e Manjericão, com o conjunto a saber demasiado a natas. Precisava de mais acidez e de mais manjericão.




Não saí totalmente convencido do Frankie. Gostei da ementa e das ideias originais para os cachorros existentes. Gostei da qualidade da maior parte da comida, apesar de alguns aspectos menos positivos. Mas se me perguntarem se volto, respondo "Não sei", mesmo dando uma nota positiva à comida. Não sei se teria a paciência de voltar a esperar 1 hora para comer 1 cachorro quente só porque a logística do restaurante não aguenta uma enchente de gente. Talvez lá volte fora de horas sem correr o risco de apanhar uma grande fila.

Frankie Hot Dogs
Rua Doutor João Soares, 8B
Campo Grande, Portugal
Zomato
Foodspotting
Facebook
Preço Médio: < 10 €

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Vício (Santos)

Através de um convite Zomato tive a oportunidade de conhecer um restaurante que passa despercebido aos transeuntes, pois nada indica que, no pátio interior de um edifício, vamos encontrar um lugar onde podemos almoçar ou petiscar qualquer coisa a meio da tarde.
Além do problema de localização e falta de sinalização, o Vício tem também um horário que não me parece fazer muito sentido, mas que percebo devido às limitações impostas pela localização do espaço. Ou seja, o restaurante está aberto e a funcionar das 09h às 19h, ficando apenas aberto para jantares de grupo com marcação prévia, e apenas servem petiscos entre as 17h30 e as 19h. Antes disso, e fora da hora de almoço, servem alguns snacks menos substanciais.



Mas deixemo-nos de logísticas e passemos ao que mais interessa, a comida! Há vários petiscos disponíveis e pedimos a quem nos atendeu para confeccionar dois petiscos, que o convite incluía, à escolha deles. E assim nos chegou à mesa uns Ovos Mexidos com Farinheira, bem temperados e com um bom equilíbrio na dosagem dos seus dois componentes. O único problema, para mim, foi estarem excessivamente cozinhados, o que os torna um pouco mais secos.



Serviram-nos ainda um óptimo Queijo com Mel e Ervas, perfeitamente balanceado sem que fosse um prato excessivamente doce, o que acontece bastante quando se tenta fazer este jogo de salgado e doce. Muito guloso e que foi bastante bem acompanhado por pão ligeiramente tostado que trouxeram para a mesa.



Um sítio muito simpático para beber um copo e petiscar depois de um dia longo de trabalho. Isto se conseguirem chegar lá antes da hora de fecho. Muito bom também o serviço que nos recebeu com um sorriso e nos esclareceu prontamente toda e qualquer dúvida colocada.

Vício - Great Food & Friends
Largo Vitorino Damásio, 3C (No pátio interior que lá existe)
Santos, Portugal
Zomato
Preço Médio: < 20 €

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Atalho Real (Príncipe Real)

Inicialmente era uma banca do renovado Mercado de Campo de Ourique mas o sucesso foi tão grande que decidiram abrir um espaço próprio no Príncipe Real. O nome diz muito sobre o conceito do restaurante, por isso, o Atalho Real é, não só um restaurante, como também um talho. Fica desde já o aviso que esta foi uma refeição pecaminosamente espectacular e imprópria para vegetarianos ou pessoas que pedem carne mais passada do que médio (e mesmo o médio é esticar um pouco a corda!). Tentarei que as descrições feitas sejam o mais pornográficas possíveis já que as fotos não fazem jus ao que vai ser descrito.
Não é fácil encontrar este restaurante. Não sou um conhecedor do bairro do Príncipe Real e sem um GPS não sei se daria com a tal Embaixada ou a Calçada do Patriarcal. Já dentro dos jardins da Embaixada (o restaurante tem parque exclusivo para clientes, o que é fantástico nesta zona) consegui passar pelo restaurante e só quando estava no parque de estacionamento reservado ao Fluid me dei conta de que já tinha ido longe demais.
Entrámos cedo e encontrámos um restaurante vazio, com vários empregados a atender-nos e a focar a sua atenção em nós, que nem estrelas do nosso próprio filme. O pedido entra rapidamente na cozinha e não muito tempo depois chega o primeiro momento de gula, o Queijo Provolone, servido derretido e com ervas, em pequenas porções individuais. Acompanha bolo do caco para que o possamos montar com enorme perversão. Entretanto, e com o restaurante ainda praticamente vazio, sentimos os empregados voyeurs de 30 em 30 segundos a espreitar pela sala. Mas estamos num estado de total sem pudor e sem vergonha pelo que nos continuamos a satisfazer sem interrupções.



Assim como rapidamente acaba, imediatamente estamos prontos para mais. E não demora muito a que o nosso desejo seja satisfeito e partimos avidamente para uma segunda ronda. Não somos invejosos e por isso acabamos por dividir as nossas atenções para o que se deita sobre os nossos pratos. De um lado, uma orgulhosa e generosa Maminha Black Angus que não se desfazendo nas nossas bocas, também não oferece muita resistência. Sabor intenso, tempero simples, acertado e servido num ponto de perfeição, com a carne húmida mas sem qualquer desperdício de fluídos para cima do prato.



Do outro lado, um Entrecôte Maturado, de carne mais experiente e envelhecida mas que grita para que a desfaçamos toda e a rasguemos com os nossos dentes. A resistência oferecida é nula e apreciamos a luxúria daquela gordura que antigamente não sabíamos apreciar. Se há uns anos achávamos que carne magra era melhor, hoje sabemos que isso não passa de mentiras e que o sabor está naquela gordura que se desfaz na língua. Não sei qual das carnes foi merecedora de mais gemidos prazerosos mas gememos a alto e bom som, sorrindo na intimidade.



Os acompanhamentos são bons com destaque para uma Salada Coleslaw toscamente cortada mas refrescante e ajuda a cortar a riqueza da carne que experimentámos. As Batatas Wedge (assadas no forno) apresentam-se estaladiças e acompanhadas de uma maionese de alho simpática. Menos apreciado foi o Gratin Dauphinois (gratinado de batata) onde lhe faltava maior arte e sabor.
Apenas com 1 entrada e 2 belos nacos ficámos os 2 satisfeitos, sem qualquer espaço para a sobremesa. Pedimos a conta como quem receia abandonar a cama desfeita, com vontade de ficar e pedir só mais 100 gramas, só mais um bifinho. Mas precisávamos do descanso depois de tão extasiante exercício e lá abandonámos o Atalho Real com a certeza de que estávamos perante um dos melhores restaurantes de carne na cidade, e com uma relação qualidade/preço que muitos invejam e do qual este grupo se pode orgulhar.
Da próxima não me escapará também o serviço de talho, de onde podemos trazer estas iguarias para casa e num dia de menor preguiça (ou maior avareza) as cozinharmos nós mesmos.
Se fica algum ressentimento e ira é só o de não ter visitado o Atalho Real mais cedo.

Atalho Real
Embaixada, Calçada do Patriarcal, 40
Príncipe Real, Portugal
Zomato
Foodspotting
Facebook
Site
Preço Médio: < 20 €

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Samurai e a inevitável comparação com o Nagoya (Algés)

Não foi pelo sushi que me dirigi ao Samurai para almoçar. Não é um sítio que tenha referenciado pela qualidade do sushi e as propostas apresentadas por esta cadeia muito se aproximam às que o Nagoya tem, daí ser quase inevitável esta comparação.
Já muito li sobre o quão medíocre o seu Sushi é e tive a oportunidade de comprovar isso mesmo. Arroz bastante adocicado, acabando por estragar quase todas as peças onde toca, mas ainda assim bem melhor do que aquilo que me fez deixar de frequentar o Nagoya (podem ler mais aqui). Quando comparando Nagoya e Samurai, existe uma clara vantagem para o último pois consegui sair de lá sem uma vontade repugnante de expelir pela boca tudo o que tinha recentemente ingerido. Sim, o arroz não é bom, mas a qualidade do peixe é relativamente satisfatória, principalmente o salmão e o peixe manteiga. No atum não me atrevi a tocar pelo aspecto seco que apresentava.


Mas o verdadeiro motivo para me ter deslocado ao Samurai é o seu Teppanyaki. Não é que seja fantástico, mas é bem executado e apresenta uma variedade razoável, pecando eventualmente pela qualidade de alguns dos seus produtos. Começando pelo mais fraco, o teppanyaki de vaca era duro e difícil de mastigar. Mas foi realmente o único prato que não me satisfez minimamente.


Os camarões e as lulas estavam simpáticos mas já o prato de porco era muito bom, com uma boa caramelização na carne.



Mas, para mim, o melhor das opções de teppanyaki existentes são claramente as cebolas e cogumelos salteados. Talvez seja uma opinião duvidosa, pois são dois ingredientes que aprecio bastante, mas não deixa de ser um prato bastante saboroso e altamente recomendável.


Ainda assim, continuo a achar que o Sakura se apresenta como a melhor das três cadeias japonesas que têm proliferado pela cidade de Lisboa, juntando bom teppanyaki com um sushi bastante aceitável.

Samurai
Algés, Portugal
Preço Médio: < 20 €

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Rui dos Pregos (Porto Salvo)

O Rui dos Pregos é uma cadeia que tem vindo a crescer graças a um dos grandes clássicos da cozinha portuguesa, o prego! Qualquer dos seus restaurantes (ou da cadeia "spin-off" Dom Prego) tem grandes enchentes, tanto à hora de almoço como de jantar, porque aprimoraram e focaram-se num prato que apresenta uma relação quantidade/preço quase invejável.
Por menos de 6€ temos um Prego no Prato com Ovo. O bife fininho chega à mesa como pedido, o que não é uma tarefa fácil para tão fino pedaço de carne. Por cima do bife, que ocupa quase todo o prato, temos ainda ovo estrelado, pickles e umas simpáticas batatas fritas. Este poderá não ser o melhor prego que já comeram mas é uma óptima opção para um almoço rápido e barato. O bife vem mergulhado num saboroso molho que nos faz acreditar nas lendas de que os melhores pregos e bifanas vinham de frigideiras que nunca se lavavam. Duvido que não lavem as frigideiras no Rui dos Pregos, mas se assim for, isso (estranhamente) não me incomoda nada.



Mas nem só de pregos vive o Rui dos Pregos. Existem pratos do dia para quem deseja uma alternativa também válida e a um preço semelhante. Às 3ªs feiras o prato do dia é Arroz de Polvo. O arroz malandrinho e cozido no ponto, com bons bocados de polvo, e este apresentando-se macio. O camarão parece meio perdido ali mas ajuda a tornar atractivo um prato que normalmente não o é.



5ª feira é dia de Dobrada com Feijão Branco. Uma dose bastante generosa, saborosa e com boa proporção de tripa e feijão. O arroz branco que acompanha é algo seco mas serve o seu propósito. A tripa poderia também ser mais macia, havendo alguns bocados que mais trabalho dão aos maxilares, mas sem ser intragável. Não sendo um exemplar fantástico do que uma dobrada pode ser, a verdade é que é bastante satisfatória, principalmente tendo em conta o valor que se paga.



Por estes preços não podemos esperar produtos de fantástica qualidade nem uma confecção extremamente cuidada, mas saímos do Rui dos Pregos com a consciência tranquila e estômago satisfeito ao saber que pagámos pouco e comemos bem.

Rui dos Pregos
Barcarena, Portugal
Preço Médio: < 10 €