sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Casa da Igreja (Cacela Velha)

Há sítios que primam pelo uso de técnicas inovadoras na sua cozinha. Espumas, sous-vides, esferificações e outros que mais. Têm cozinhas gigantes e brigadas altamente treinadas para que tudo seja perfeito.
E depois há sítios como a Casa da Igreja, em Cacela Velha, onde é tudo perfeito recorrendo apenas a técnicas simples e aos produtos existentes a meros passos do restaurante. Claro que a proximidade à Ria Formosa é um privilégio, a vista natural é algo do outro mundo e a envolvente veranil ajuda mas é raro termos acesso a produtos desta qualidade a preços tão justos.


Começamos com o Pão que a casa tem, com uma crosta fantástica e um interior perfeito, daqueles que temos vontade de comer assim mesmo à guloso.


Mas que podemos, e devemos, acompanhar com um óptimo Queijo de Ovelha Amanteigado.


Ou um muito bom Chouriço Assado, que larga sucos merecedores de varrer todo o prato com o pão.


Mas não esqueçamos que nesta terra, os produtos marítimos são as grandes estrelas e na Casa da Igreja vamos encontrar apenas o melhor que a Ria tem para oferecer. Fantásticas Amêijoas, servidas sem grande artifícios ou temperos, com os bivalves são gordos e muito saborosos e o molho no fundo da travessa de uma naturalidade rara para quem está tão habituado aos coentros do Bulhão Pato.


E, que dizer das Ostras, sejam ao natural ou a vapor? Acho que nunca tinha percebido a expressão "comer o mar" tão bem como aqui. Ainda para mais com um preço inigualável em qualquer restaurante que já tenha visitado, pois uma dúzia custa 12€. Imperdível

Ao Natural
Ao Vapor
Tal como a cozinha da Casa da Igreja é simples, também este texto não precisa de muitas palavras. Simplesmente fantástico!

Casa da Igreja
Cacela Velha, Portugal
Preço Médio: < 30 €

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Curtas #6: SOCIEDADE (Parede)

Vou tentar que este post não seja muito extenso. Já falei sobre o SOCIEDADE (aqui) e já elogiei tudo o que havia a elogiar. É um restaurante fantástico, ainda que na minha visita mais recente o atendimento não tenha estado ao nível das anteriores.
Num almoço, onde podemos escolher o menu de almoço ou à carta, e como estava com pessoas que nunca tinham visitado o espaço, repeti o pão, as manteigas, o queijo fresco e os enchidos. Verdade seja dita, nas 3 visitas que fiz este "couvert" foi sempre imprescindível. Piquei ainda as azeitonas, ingrediente que até há pouco não era fã mas já me converti. Quem sabe se a seguir não serão os pimentos...
Vamos então às "curtas" de resumo das 2 refeições:
- Cogumelos, Pancetta e Queijo: onde antes tinha achado haver pancetta a menos, agora pareceu-me ter faltado um pouco de queijo. Nada de grave e nada que me impedisse de devorar toda a dose.


- Leitão, Batata-Doce e Abóbora: melhor que na 1ª vez. Mais estaladiço, o mesmo sabor fantástico e a batata-doce frita fantástica.


- Espadarte, Xerém e Coentros: preferia que o espadarte tivesse sido simplesmente braseado, evitando que ficasse seco, único aspecto onde o prato pecou. Xerém diferente do típico, feito a partir de milho partido em vez de farinha de milho e com dois crocantes quadrados de milho frito.


- Espécie de Bacalhau à Brás: uma desconstrução não tem que ser má, nem reflectir incapacidade da cozinha para fazer bem um prato típico. Pode simplesmente representar vontade de modificar e brincar com os nossos sentidos, como foi este caso. Componentes simples mas extremamente bem executados e quando provado tudo junto fechávamos os olhos e sabíamos estar a comer um óptimo bacalhau à brás.



- Cogumelos, Ovo e Alho-Francês: 3 ingredientes, 3 técnicas, 1 prato fantástico. Palitos de alho-francês fritos, cogumelos salteados e um ovo escalfado. Ver a gema rebentar e envolver tudo com a sua lenta untuosidade é quase pornográfico.



- Tomate, Tomate e Tomate: como?? 1 só ingrediente? Na verdade não mas o conceito (e execução) do prato é simplesmente genial. A utilização de diferentes técnicas e diferentes tomates dá-nos vagas e vagas de umami. Para aumentar a intensidade do prato, um gelado de manjericão de bradar aos céus.



- Presunto de Vaca do Joaquim: ou, como se costuma já a ver nalguns italianos, bresaola. Boa cura, fatias consistentes e bom sabor fumado mas continuo a preferir presuntos de origem suína.



- Carapau, Pimentos e Pepino: é por pratos como este que me tornei um fã da cozinha do Leopoldo (que podemos também apreciar no Café Garrett). Aparentam simplicidade mas rebentam-nos a boca com surpreendentes socos de sabor.



- Polvo, Batata-Doce e Coentros: menos fantástico este prato, ainda que muito bom. Faltava-lhe talvez um toque de "lagareiro" para ajudar um polvo que pouco sabor tinha.



- Bife à Sociedade: simples e bem executado, com a temperatura correcta e pedida. Boas batatas a acompanhar.



- Leitão, Cenoura e Alface: não tão bom como em visitas anteriores o Leitão, mas o puré de cenoura e a alface grelhada eram fantásticos.



- Pato de Escabeche e Maçã: quase uma repetição mas o puré de maçã dá a acidez que falta ao escabeche. Interessante reparar que no meu post de 27 de Agosto de 2015 tinha referido exactamente que faltava acidez a este prato. Corrigido!



- Frutos Vermelhos e Manjericão: lá está outra vez este gelado de manjericão como um verdadeiro Rei Midas, pois transformou em ouro tudo o que tocou.



- Cacau, Chocolate e Bolacha Maria: para mim, tudo junto é uma overdose de chocolate mas tudo estava perfeito enquanto individualidade, da mousse de chocolate ao gelado de cacau, não faltando o salame.


- Panna Cotta: mais uma voltinha mais uma panna cotta. É mesmo muito boa e desta vez experimentei com doce de ruibarbo verde e de morango. Alguma acidez (necessária) no de ruibarbo mas faltava-lhe mais doçura para contrabalançar. Já o de morango era fantástico.


SOCIEDADE
Rua Marquês do Pombal, 319
Parede, Portugal
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Preço Médio: < 30 €

quarta-feira, 27 de julho de 2016

De Castro Elias (São Sebastião da Pedreira)

O nome do Chef Miguel Castro e Silva deve soar familiar a muitos dos portugueses. Um historial de restaurantes de renome, sempre com o foco na comida tradicional portuguesa. O De Castro Elias é um dos seus espaços mais antigos na cidade de Lisboa (talvez até o mais antigo), sendo daqueles espaços onde a ementa reflecte o foco do chefe, apostando em petiscos e pratos portugueses, com os preços dos petiscos a aparentar um nível baixo mas que acaba por corresponder ao tamanho diminuto das doses. Tenho por hábito escolher 4 petiscos para duas pessoas e aqui tive que ir aos 7 para sair satisfeito.
Lado Positivo: experimentamos mais da ementa (e esta é uma daquelas ementas onde nos apetece pedir tudo).

Lado Negativo: sai um pouco mais caro do que nos habituais restaurantes de petiscos.
Começámos com uns fantásticos Ovos de Codorniz com Chouriço, extremamente bem executados e bastante saborosos. Simples e guloso.



Também na Açorda de Cogumelos e Enchidos a execução era fantástica, com a consistência ideal e os sabores bastante bem balanceados, não havendo nada que se ofuscasse ou sobrepusesse ao outro.



Já os Peixinhos da Horta não se apresentavam tão estaladiços como seria desejável e a polme poderia também ser mais saborosa. Aqui a estrela acabou por ser a maionese de alho e limão, que pegava nuns banais peixinhos da horta e os elevava a um nível acima da média.



A fritura das Lulinhas Fritas já repôs a qualidade e justiça quanto à capacidade de fritar comida da cozinha do De Castro Elias. Pedaços estaladiços por fora, macios por dentro, cheios de sabor e sem um pingo de excesso de gordura.



Um verdadeiro clássico de Miguel Castro e Silva são as suas fantástica Iscas do Cachaço do Bacalhau, com umas lascas perfeitas, no sabor e na textura, ajudadas por um polme saboroso e leve. Não se deixem enganar pelo nome, pois as iscas de bacalhau são um parente aproximado das pataniscas, e nada têm de relacionado com fígado.



Os Ovos Mexidos com Enchidos e Pão Frito (há aqui uma tendência grande para o uso de enchidos, mas quem sou eu para me queixar disso?) não desiludem e apresentam-se húmidos, contrastando com a textura do pão frito.



As Mini-Francesinhas são, adivinhem lá, mesmo mini! O pão é simpático e o seu interior é bastante interessante, ainda que mais contido do que estamos habituados a ver nas francesinhas tradicionais. Carne assada, macia e a transbordar de sabor, cortada grosseiramente e ajudada pelo sabor de um chouriço de óptima qualidade. O queijo cumpria o seu dever de encasacar tudo mas a (mini) estrela é o molho. Leve mas cheio de sabor ao mesmo tempo e com aquele picantezinho agradável.




A qualidade da comida é muito boa, e os preços podem parecer desajustados para as quantidades, mas a qualidade paga-se e este De Castro Elias está acima da maior parte dos restaurantes de petiscos.

De Castro Elias
Lisboa, Portugal
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Preço Médio: < 30 €

terça-feira, 26 de julho de 2016

Curtas #5: Faustino

Já não é a primeira vez que falo do Faustino mas deixo aqui pequenas notas da minha última visita. Sim, desta vez não me vou alongar muito!
- Serviço clássico com o à vontade de quem sabe o que faz e o faz há muitos anos.
- Amêijoas boas, com bom tamanho e tempero correcto.
- Posta de Vitela à Moda de Miranda, ou aquilo que normalmente denominamos como Posta Mirandesa com falta de sal, na carne e nas batatas! Ainda assim, boa qualidade da carne, como é habitual.







Desta vez a comida não me pareceu estar ao nível de dias anteriores mas não deixo de considerar o Faustino como um dos sítios mais seguros em Oeiras para levar toda a família.

Faustino
Rua A Gazeta d'Oeiras, 8B
Oeiras, Portugal
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Preço Médio: < 30 €

sábado, 23 de julho de 2016

Eduardo dos Petiscos (Carcavelos)

Comparar o Mercado de Carcavelos com os conceitos que se têm aplicado aos mercados renovados parece-me errado. Todos os restaurantes existentes estão separados, não partilhando espaços comuns. Existiu uma renovação, sim, do edifício que albergava as bancas do mercado, mas as semelhanças parecem acabar aqui. O único espaço partilhado é entre as duas bancas pertencentes ao Grupo Eduardo das Conquilhas e a padaria local.
Como em outros mercados, o pedido é feito num balcão onde podemos observar várias das ofertas pré-feitas. A ementa é vasta mas parece-me haver um exagero de produtos já cozinhados, com um ar de quem está no tabuleiro há muito, só à espera que alguém não repare no seu aspecto e os peça, como era o caso de uns Peixinhos da Horta avistados. Até é um prato que normalmente peço mas assim que reparei no seu ar preferi não o fazer. Nas duas visitas que fiz ao Eduardo dos Petiscos a vontade era de ir petiscar ao fim da tarde e acabei por evitar a secção de marisco pela qual o Eduardo é sobejamente conhecido.
Apesar de não ter registo fotográfico, começámos com uns caracóis razoáveis, sem terem deixado uma marca digna de registo. Melhor estava a Salada de Polvo, algo sobre a qual tinha lido diversas e contraditórias críticas, mas não há nada como tirar as nossas próprias teimas. O polvo estava muito macio mas o tempero era apenas médio, precisando de sal e alguma acidez. Aspectos de fácil correcção, portanto o veredicto é de esta ser uma aposta segura.



As Ostras em Tempuras, da secção de sushi do Eduardo dos Petiscos (também apelidado Sushi do Mercado), foram uma verdadeira desilusão. O sabor predominante era da fritura e do molho de soja, não apresentando nenhum do típico encanto marinho que as ostras transportam, não falando que as ostras pareciam estar excessivamente cozinhadas.



Passámos dos pratos razoáveis para os dois que mais brilharam, como foi o caso dos Boquerones. Não os filetes de biqueirão alimados que estamos habituados, mas uma versão frita. De tamanho quase criminoso e bastante bem fritos. Para comer seguindo a filosofia "Nose To Tail"!



As Puntillitas tinham uma fritura bastante aceitável, ainda que nem todas estivesses crocantes, e apresentavam-se bastante saborosas. Senti apenas falta de um qualquer molho que fosse cortando o frito, como um molho de alho ou tártaro que contrabalançasse e equilibrasse os sabores.



Numa 2ª visita, decidi repetir os Boquerones e as Puntillitas, sendo que ambos apresentavam uma consistência semelhante à visita anterior e pedi mais alguns itens para experimentar, uns melhores que outros.
Começando pelo mais fraco, o Crepe de Camarão é fraquinho. Não só é servido frio, pois é um dos muitos itens pré-feitos, e como tal não se sente qualquer contraste de textura, como o recheio é bastante desinteressante. É um wrap de grande dimensão, com uma pasta de sabor pouco distinto e depois panado. Fritos frios têm de ser muito bem executados, caso contrário é raro apresentarem-se no seu potencial máximo.



As Batatas Bravas são uns gomos (ou wedges) gigantes. Mas quando digo gigante são realmente de tamanho exagerado e sem muito nexo. As dimensões dos gomos não ajuda à confecção dos mesmos, sendo a textura mais diferenciadora a do interior semi-cru. Seria necessário um processo de duas (ou três) frituras ou, simplesmente, deixando-as mais tempo para que o seu interior fique cozinhado e o exterior dourado e estaladiço. Pelo menos estavam correctamente temperadas, algo que não acontecia quando as provei da primeira vez. Já o molho, de bravo pouco tinha, sendo até algo manso.



O melhor, dos novos petiscos experimentados, foram os Aros de Cebola, principalmente graças à sua polme saborosa. Simples, bem temperado, com as texturas correctas e a ser exactamente o que se esperava duns bons aros de cebola.


Não é um restaurante fantástico, muito menos quando se conhece a qualidade que o Eduardo das Conquilhas serve. É um restaurante competente, apesar dos altos e baixos, e com umas doses de tamanho respeitável, mas esperava melhor.

Eduardo dos Petiscos
Mercado de Carcavelos - Estrada da Torre
Carcavelos, Portugal
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Preço Médio: < 20 €

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Beija-me Burro (Oeiras)

Estava de olho em ti desde o início. O teu nome é estranho mas acabei por simpatizar com isso e acabei até por engraçar com ele. Via-te nas redes sociais mostrando-te por dentro e percebia que o humor que estava no nome estava também na tua decoração. Mas não me impressiono facilmente por um quadro a la Guernica. A mim, o que me captiva é a comida! Mas dessa pouco revelavas, apesar de apontares para um nome já meu conhecido. Algumas imagens do que produzias finalmente apareceram, mas queria mais de ti. Queria conhecer-te e deixar esta nossa relação tímida e virtual para trás. Finalmente chegou esse dia...
Entrei e a decoração já tão conhecida conseguia ainda assim encantar-me. És um restaurante giro e com pinta, num bairro onde passei a maior parte da minha adolescência, e que gosto muito. Só não gostei muito das pequenas mesas que mal conseguiram albergar tudo o que foi pedido. Percebi que isso poderia ser um problema quando vi que a tua ementa era de partilha, mas não me deixo ir abaixo facilmente ou por aspectos menores. E por falar em ementa, porque não revelaste tu antes estes segredos escondidos? Porque deixas a curiosidade no ar se sabes que só com palavras podes meter muitos a salivar? Bem, talvez seja melhor assim...
Estava com algumas borboletas na barriga por estarmos tão perto. E se não corresse bem? Mas o teu Couvert desarmou-me. É simples e bom, mesmo sabendo que não fazes o teu pão ou o teu azeite. Mas apontares-me assim com 4 variedades e todas de bom nível, especialmente a broa! E, a acompanhar com uma belíssima manteiga com aquilo que me pareceram pequenos pedaços de malagueta? Começámos tão bem, não me desiludas agora...


Fazes rapidamente chegar à mesa a Provola Fumada Aquecida com Cogumelos Marinados, sem saberes que trazes uma velha amiga para partilhar a mesa connosco. Já era fã desta Provola do Chef Gemelli e sabia que me esperava uma explosão de sabor. O que não esperava era que a acidez desses pequenos cogumelos surgissem tão bem e conseguissem igualar a força do fumado.


Sentia um sorriso e uma felicidade estranhas na alma ao fim de tão pouco tempo, mas estas confirmaram-se com o Ovo Escalfado com Tiras de Lulinhas Grelhadas e Creme de Cogumelos ao Perfume de Trufa Branca. Parece simples escalfar um ovo e deixá-lo perfeito mas nem todos o conseguem. Mas foi fácil para ti, não foi? Só não percebi bem como num prato tão bom, com o pão a dar textura e o creme de cogumelos a segurar as pontas soltas, as tiras de lulas estavam um pouco borrachosas... Deixa lá isso, foi só um percalço e todo o sabor do prato compensou isso largamente.


Por falar em sabor, sabes que é batota usar produtos já de si excelentes para fazer um prato com nome pomposo? Já foi a Mozzarella e agora um Creme de Chouriço Mouro com Chips de Nabo? Ok, estou a brincar! Enquanto me continuares a dar explosões de cores e sabores podes (e deves) continuar. A textura não era bem de creme mas mais de patê e as chips... bem, não eram chips visto estarem moles. Mas não deixei de me viciar por pequenos pormenores.


Só por um pequeno momento duvidei de ti, nesta curta relação que temos. O momento que mais me fez tremer foi aquela primeira dentada no Arancino de Risotto de Espargos e Presunto. Se a dentada em si correu bem, com um exterior seco e crocante, o mesmo não se pode dizer do seu recheio. Esperava mais, esperava algo do nível do que me tinhas dado nos últimos 30 minutos, principalmente no que se refere ao sabor. 


Mas eu perdoo-te. Como não haveria de perdoar se me deste uma Panna Cotta de Hortelã com Coulis de Framboesa tão perfeita? Infelizmente tive de a dividir, mas se soubesse que seria tão boa teria exigido uma dose só para mim. Sim, exigido! Acabei a desejar mais, mas preferi deixar para uma próxima vez...


Sim, durante todo este texto tratei-te por tu, porque sei que te vou conhecer melhor e porque sei que a ti vou voltar. Sabes que chegámos a um ponto sem retorno, não sabes? A partir daqui vou sempre querer mais e melhor de ti.
P.S: Todo este texto foi acompanhado com uma cerveja artesanal Rapada (Dry Stout)! Garanto que acompanha bem tudo o que foi experimentado.


Beija-me Burro
Rua Doutor António Patrício Gouveia, 8 - Loja B
Oeiras, Portugal
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